17 julho, 2009

Para celebrar os 40 anos da conquista da Lua...

(fonte: Wikipédia - clicar para aumentar)

...nada melhor do que a Poesia ou a Música.

Assim, nos próximos dias, até 24 de Julho (data de regresso dos três heróis), iremos celebrar este feito com alguns posts especiais, começando com uma poesia.

Lua

Entre a terra e os astros, flor intensa.
Nascida do silêncio, a lua cheia
Dá vertigens ao mar e azula a areia,
E a terra segue-a em êxtases suspensa.

in Dia do Mar - Sophia de Mello Breyner Andresen

Música (atrasada) para dia histórico

Cat Stevens - Boy With A Moon And Star



A gardeners daughter stopped me on my way, on the day I was
To wed
It is you who I wish to share my body with she said
Well find a dry place under the sky with a flower for a bed
And for my joy I will give you a boy with a moon and
Star on his head.
Her silver hair flowed in the air laying waves across the sun
Her hands were like the white sands, and her eyes had
Diamonds on.
We left the road and headed up to the top of the
Whisper wood
And we walked till we came to where the holy magnolia stood.
And there we laid cool in the shade singing songs and
Making love...
With the naked earth beneath us and the universe above.
The time was late my wedding wouldnt wait I was sad but
I had to go,
So while she was asleep I kissed her cheek for cheerio.
The wedding took place and people came from many
Miles around
There was plenty merriment, cider and wine abound
But out of all that I recall I remembered the girl I met
cause she had given me something that my hear could not
Forget.
A year had passed and everything was just as it was a year
Before...
As if was a year before...
Until the gift that someone left, a basket by my door.
And in there lay the fairest little baby crying to be fed,
I got down on my knees and kissed the moon and star on
His head.
As years went by the boy grew high and the village looked
On in awe
Theyd never seen anything like the boy with the moon and
Star before.
And people would ride from far and wide just to seek the
Word he spread
Ill tell you everything Ive learned, and love is all...he said.



NOTA: post conjunto dos Blogues AstroLeiria, GeoLeiria e Geopedrados...

16 julho, 2009

Júpiter

Júpiter é sempre uma visão maravilhosa!
Na madrugada de 16 de Julho de 2009 era este o seu aspecto, em Monte Redondo, Leiria.
C11 @f/20 + DMK21AF + RGB Astronomik IIb
Captura: Sérgio Bernardino & João Cruz
Processamento: João Cruz em Registax & CS4



(c) JC & SB/09

Dia histórico - há 40 anos a Apollo XI partiu rumo à Lua


Faz hoje quarenta anos que a Apollo XI partiu do Cabo Canaveral (Flórida) para a conquista do nosso satélite natural, às 14.32 horas (hora portuguesa).

Iremos, neste Blog e noutros que o queiram acompanhar, recordar a par e passo estes eventos históricos nos próximos dias, pois há que honrar os heróis astronautas neste Ano Internacional da Astronomia.

Para quem quer recordar como deve de ser o evento, os Museu e Biblioteca Presidenciais que honram John F. Kennedy têm um site que todos deveriam visitar:

13 julho, 2009

As inscrições para a Ciência Viva no Verão começaram...!


Começaram hoje as inscrições para as actividades de 2009 da Ciência Viva no Verão 2009. Como no ano passado, as inscrições são on-line e muito fáceis de fazer, havendo cinco opções:
Em breve iremos aqui colocar sugestões e curiosidades, em particular no caso da Astronomia...

09 julho, 2009

Eclipse em Júpiter visto na Terra


Após um grande interregno, finalmente uma oportunidade.
C11 RF0,63x barlow 2x DMK21 RGB Astronomik IIb
2000 frames por canal
Registax v.5 e CS4



(c) João Cruz/09

05 julho, 2009

Ciência na Rua 09 - Evento Científico-Cultural nas ruas de Estremoz


Artes e Ciências unidas em Estremoz, em torno do tema "Evolução"

11 e 12 de Julho de 2009

Passados 200 anos do nascimento de Darwin e 150 anos de Darwin ter escrito "A origem das espécies", matemáticos, químicos, físicos, geólogos e biólogos juntam-se a 9 companhias artísticas, nacionais e estrangeiras, criando e interpretando, à sua maneira, algumas das etapas mais significativas da Evolução da Vida no Nosso Planeta.

(clicar para aumentar)

A Teoria da Evolução, sem dúvida, faz já parte do nosso imaginário. No entanto, muitos de nós desconhecemos alguns dos princípios básicos que lhe estão associados.

O Centro Ciência Viva de Estremoz em colaboração com a Câmara Municipal de Estremoz, propõem-se reviver algumas das principais etapas da evolução da Vida no nosso Planeta. A ideia base da Ciência na Rua 2009 consiste na recriação, durante duas noites consecutivas, de 7 grandes etapas evolutivas que serão levadas a efeito em 7 locais públicos da cidade de Estremoz. Nestas recriações, o teatro, a música e a dança serão formas de expressão privilegiadas.

Associado a cada momento haverá um "quiosque da ciência" onde experiências, ao dispor do visitante, permitem que este se aperceba da explicação científica do fenómeno.


02 julho, 2009

Prisão de Coimbra acolhe Exposição de Astronomia


Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia, via Blog De Rerum Natura:

O Estabelecimento Prisional de Coimbra (EPC) acolhe "Da Terra ao Universo" ("From Earth To The Universe" - FETTU), uma exposição fora de comum, que apresenta alguns dos mais belos elementos do nosso Universo.

Encontro invulgar com a ciência promovido pelo Ano Internacional da Astronomia (AIA2009), "Da Terra ao Universo" não tem lugar marcado. Com o apoio das câmaras municipais e de diversas instituições, mostra, durante todo o ano, de Norte a Sul de Portugal (nas paragens de autocarros, nos jardins, museus, centros comerciais, nas estações de metro, nos parques públicos e desde Maio nas prisões), a estonteante beleza do Universo.

O conjunto de 10 imagens astronómicas de grandes dimensões que compõe a exposição dá a conhecer, entre outros, a Nebulosa da Cabeça de Cavalo, a Galáxia Whirlpool, o relevo da Lua, as protuberâncias solares e o remanescente de Supernova da Vela.

O projecto "From Earth To The Universe" (FETTU) foi apresentado na sede da UNESCO em Paris, em Janeiro passado. Perto de 50 países estão neste momento envolvidos na exposição que pretende, de uma maneira inesperada mas, contudo, acessível, fazer chegar a astronomia ao público em geral.

O Ano Internacional de Astronomia desafiou por outro lado todos os amadores de fotografia a sair para a rua e a "imortalizar" a presença inédita dessas imagens astronómicas no quotidiano das nossas cidades. As mais belas fotografias do certame estão publicadas online (aqui).

O AIA 2009 é coordenado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da Agência Nacional Ciência Viva, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e da Fundação Calouste Gulbenkian.

18 junho, 2009

Observação Astronómica na Barosa - 19 de Junho


Vai realizar-se amanhã (19.06.2009 - 6ª-feira) uma Observação Astronómica na Barosa, junto à Escola do 1º Ciclo (ver mapa interactivo no fundo deste post), decorrendo entre as 21.00 e as 24.00 horas ou enquanto houver clientes.

A entrada é livre, podendo cada um trazer o seu material de observação, comida e vontade de aprender...!


Ver mapa maior

05 junho, 2009

Dia do Ambiente

Do Blog espeleológico Profundezas... publicamos o seguinte post:



Como se pode comprar ou vender o firmamento, ou ainda o calor da terra? Tal ideia é-nos desconhecida. Se não somos donos da frescura do ar nem do fulgor das águas, como poderão vocês comprá-los?

Cada parcela desta terra é sagrada para o meu povo.
Cada brilhante mata de pinheiros, cada grão de areia nas praias, cada gota de orvalho nos escuros bosques, cada outeiro e até o zumbido de cada insecto é sagrado para a memória e para o Passado do meu povo. A seiva que circula nas veias das árvores leva consigo a memória dos Peles Vermelhas.

Os mortos do homem branco esquecem-se do seu país de origem quando empreendem as suas viagens no meio das estrelas; ao contrário os nossos mortos nunca podem esquecer-se desta bondosa terra, pois ela é a mãe dos Peles Vermelhas.

Somos parte da terra e do mesmo modo ela é parte de nós próprios.
As flores perfumadas são nossas irmãs, o veado, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos; as rochas escarpadas, os húmidos prados, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencemos à mesma família.
Por tudo isto, quando o Grande Chefe de Washington nos envia a mensagem de que quer comprar as nossas terras, está a pedir-nos demasiado. Também o Grande Chefe nos diz que nos reservará um lugar em que todos possamos viver confortavelmente uns com os outros. Ele se converterá, então, em nosso pai e nós em seus filhos. Por esta razão consideraremos a sua oferta de comprar as nossas terras. Isto não é fácil, já que esta terra é sagrada para nós.

A água cristalina que corre nos rios e ribeiros não é somente água: representa também o sangue dos nossos antepassados.
Se lhes vendermos a terra, deverão recordar-se que ela é sagrada e, ao mesmo tempo ensinar, aos vossos filhos que ela é sagrada e que cada reflexo nas claras águas dos lagos conta acontecimentos e memórias das vidas das nossas gentes.
O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos e saciam a nossa sede; são sulcados pelas nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se lhes vendermos a nossa terra, deverão recordar-se e ensinar aos vossos filhos que os rios são vossos irmãos e também o são deles, e que, portanto, devem tratá-los com a mesma doçura com que se trata um irmão.

Sabemos que o Homem Branco não compreende o nosso modo de vida. Ele não sabe distinguir um pedaço de terra de outro, porque ele é um estranho que chega de noite e tira da terra o que necessita.

A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga e, uma vez conquistada, ele segue o seu caminho, deixando atrás de si a sepultura dos seus pais, sem se importar com isso!

Rouba a terra aos seus filhos: também não se importa! Tanto a sepultura dos seus pais como o património dos seus filhos são esquecidos. Trata a sua Mãe, a Terra, e o seu irmão, o Firmamento, como objectos que se compram, se exploram e se vendem como ovelhas ou contas coloridas. O seu apetite devorará a terra deixando atrás de si só o deserto.

Não sei mas a nossa maneira de viver é diferente da vossa. Só de ver as vossas cidades entristecem-se os olhos do Pele Vermelha. Mas talvez seja porque o Pele Vermelha é um selvagem e não compreende nada.

Não existe um lugar tranquilo nas cidades do Homem Branco, não há sítio onde escutar como desabrocham as folhas das árvores na Primavera ou como esvoaçam os insectos.

Mas talvez isto seja porque sou um selvagem que não compreende nada. Basta o ruído para insultar os nossos ouvidos.
Depois de tudo, para que serve a vida se o homem não puder escutar o grito solitário do noitibó nem as discussões nocturnas das rãs nas margens de um charco? Sou Pele Vermelha e nada entendo.

Nós preferimos o suave sussurrar do vento sobre a superfície dum charco, assim como o cheiro deste mesmo vento purificado pela chuva do meio-dia ou perfumado com o aroma dos pinheiros.
O ar tem um valor inestimável para o Pele Vermelha, uma vez que todos os seres partilham um mesmo alento - O animal, a árvore, o homem, todos respiramos o mesmo ar.

O Homem Branco não parece estar consciente do ar que respira; como um moribundo que agoniza durante muitos dias e é insensível ao mau cheiro. Mas se lhes vendermos as nossas terras, deverão recordar-se que o ar é, para nós, inestimável, que partilha o seu espírito com a vida que mantém. O vento, que deu aos nossos avós o primeiro sopro de vida, também recebe os seus últimos. E, se lhes vendermos as nossas terras, deverão conservá-las como coisa à parte e sagrada, como um lugar onde até o Homem Branco poderá saborear o vento perfumado pelas flores das pradarias.

Por tudo isso, consideraremos a vossa oferta de comprar as nossas terras. Se decidirmos aceitá-la, eu porei uma condição: o Homem
Branco deverá tratar os animais desta terra como seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo outro modo de vida. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo nas pradarias, mortos a tiro pelo Homem Branco, da janela de um comboio em andamento.

Sou um selvagem e não compreendo como é que uma máquina fumegante pode ser mais importante que um bisonte que nós só matamos para sobreviver.

Que seria dos homens sem os animais? Se todos fossem exterminados, o homem também morreria de uma grande solidão espiritual. Porque o que suceder aos animais também sucederá aos homens. Tudo está ligado.

Devem ensinar aos vossos filhos que o solo que pisam, são as cinzas dos nossos avós. Ensinem aos vossos filhos que a terra está enriquecida com as vidas dos nossos semelhantes, para que saibam respeitá-la. Ensinem aos vossos filhos aquilo que nós temos ensinado aos nossos, que a terra é nossa Mãe. Tudo quanto acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, cospem em si próprios.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos. Tudo está ligado. Tudo o que acontece à terra acontecerá aos filhos da terra. O homem não teceu a rede da vida, ele é só um dos seus fios. Aquilo que ele fizer à rede da vida ele o faz a si próprio.
Nem mesmo o Homem Branco, cujo Deus passeia e fala com ele de amigo para amigo, fica isento do destino comum. POR FIM TALVEZ SEJAMOS IRMÃOS.
Veremos isso. Sabemos uma coisa que talvez o Homem Branco descubra um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar nesta altura que Ele vos pertence, do mesmo modo como desejam que as nossas terras vos pertençam; Porém não é assim. Ele é o Deus dos homens e a sua compaixão reparte-se por igual entre o Pele Vermelha e o Homem Branco. Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e, se a estragarmos, isso provocará a ira do Criador. Também os Brancos acabarão um dia, talvez antes das demais tribos. Contaminem os vossos leitos e uma noite morrerão afogados nos vossos próprios detritos.

Contudo caminharão para a vossa destruição cheios de glória, inspirados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e que, por algum desígnio especial, vos deu o domínio sobre ela e sobre os
Peles Vermelhas.

Esse destino é um mistério para nós, pois não percebemos porque se exterminam os bisontes, se domam os cavalos selvagens, se saturam os mais escondidos recantos dos bosques com a respiração de tantos homens e se mancha a paisagem das exuberantes colinas com os fios do telégrafo. Onde se encontra o matagal? Destruído! Onde está a águia? Desapareceu!”





Declaração do Chefe Índio Seattle
O texto que se segue foi divulgado pelas Nações Unidas em 1976, quando das comemorações do Dia Mundial do Ambiente. Em 1854, Washington fez uma oferta de compra de uma grande extensão de terras índias, prometendo criar uma "reserva" para o povo indígena. Eis a resposta do Chefe Seattle, aqui publicada na sua totalidade.

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