19 março, 2007

Conferência ASTRONOMIA E CIÊNCIAS ESPACIAIS


Conferência ASTRONOMIA E CIÊNCIAS ESPACIAIS: Comunicação e Educação


19 e 20 de Maio de 2007


Centro Multimeios de Espinho



A Fundação Navegar tem orgulho de apresentar a 2ª edição da conferência Astronomia e Ciências Espaciais: Comunicação e Educação, que decorrerá nos dias 18 e 19 de Maio de 2007, nas instalações do Centro Multimeios de Espinho.


Trata-se de uma conferência dedicada a astrónomos, profissionais e amadores, professores do ensino básico, secundário e superior, jornalistas, comunicadores de ciência, museus de ciência, estudantes universitários de astronomia, matemática e física, onde se pretende abordar e discutir aspectos associados à comunicação e educação, sobretudo não formal.


Para além de a astronomia ser um tema que desperta grande interesse no público em geral, esta conferência surge como consequência de uma progressiva presença da Astronomia quer nos currículos escolares, quer nas notícias e reportagens transmitidas pelos meios de comunicação social.


O tema central da edição deste ano será "2009 - Ano Internacional da Astronomia". Sendo uma iniciativa promovida ao mais alto nível pela União Astronómica Internacional, trata-se de uma oportunidade única para promover a Astronomia e as Ciências Espaciais, junto da comunidade e em particular junto dos mais novos.


Quais as abordagens, de que forma cada um pode contribuir, qual o grau de envolvimento que se espera da comunidade, quais as iniciativas nacionais e internacionais que estão ou deverão ser preparadas, que tipo de cooperação deverá haver entre os diversos agentes, etc., são alguns dos temas a ser tratados.


Reunir os principais agentes nacionais, quer da educação quer da divulgação da ciência em Portugal, escolas, museus de ciência, instituições e entidades do sector privado, etc, é outro dos objectivos desta conferência, não esquecendo a presença da comunicação social que tem um papel de destaque como veículo transmissor do saber e da cultura científica.


A comissão organizadora do ACE2007 convida também a comunidade a submeter trabalhos para serem apresentados durante a conferência, enquadrados na temática do encontro, quer sob a forma de apresentação oral quer sob a forma de Poster.


Para mais informações:
http://ace2007.multimeios.pt

16 março, 2007

A Pia do Urso e o seu Ecoparque Sensorial


A Pia do Urso é um pequeno lugar da freguesia de S. Mamede, concelho da Batalha, distrito de Leiria, integrado dentro do Maciço Calcário Estremenho (o MCE de Fernandes Martins) e, infelizmente, fora do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC).

Citando o site da Câmara Municipal da Batalha, podemos ainda dizer o seguinte: "Local carregado de história, Pia do Urso oferece aos visitantes uma paisagem natural verdadeiramente deslumbrante, onde poderá apreciar também o magnífico trabalho de restauro das habitações típicas desta região serrana, em que a pedra e a madeira se constituem como os principais materiais utilizados.

Nesta aldeia recuperada, está também instalado o primeiro ECOPARQUE SENSORIAL destinado a Invisuais de Portugal. Um conceito inovador, que pretende levar até estes cidadãos a possibilidade da apreensão do meio envolvente que os rodeia utilizando, para o efeito, os restantes sentidos, particularmente o tacto e o olfacto."


Quanto ao local, diz este site ainda:

Breves considerações históricas sobre a Pia do Urso

"Já no tempo dos Romanos, o lugar de Pia do Urso era utilizado como ponto de passagem, restando ainda na localidade de Alqueidão da Serra (Porto de Mós), um troço da via então existente e que servia os grandes povoados, nomeadamente Olissipo (Lisboa), Collipo (Batalha/Leiria) vindo a cruzar-se depois na direcção de Bracara Augusta (Braga) a Mérida, então capital da Lusitânia.

Dada a morfologia do terreno existente – assente num maciço rochoso calcário esventrado por dezenas de reentrâncias nas rochas designadas por pias – este local constituía-se como o único de Porto de Mós a Ourém com grandes quantidades de água.

Já na Idade Média, mais precisamente em 1385, a Pia do Urso foi local de passagem das tropas comandadas por D. Nuno Álvares Pereira, na caminhada efectuada de Ourém a Porto de Mós com destino a Aljubarrota onde, nesse local, decorreu uma das batalhas mais decisivas para a afirmação da independência de Portugal.

O Condestável, de acordo com os relatos de então, terá aproveitado este local paradisíaco para efectuar uma paragem e, assim, descansar. As tropas lusas terão aqui recolhido algumas pedras lascadas utilizadas na Batalha de Aljubarrota.

Cerca de 500 anos mais tarde, o Concelho da Batalha, a Freguesia de São Mamede, e em particular o lugar da Pia do Urso, foi também ponto de passagem dos militares das invasões francesas, que por entre pilhagens e massacres efectuados, dizimaram populações e património.

Dada a singularidade do espaço natural onde está inserido, o lugar de Pia do Urso carrega em si um misto de fábula e magia, prevalecendo duas lendas em redor deste lugar, que a seguir se dão conta de forma sumária.

Começando pela provável origem do nome desta localidade, dizem os mais antigos que a designação se ficou a dever ao facto de um urso (provavelmente um Urso Ibérico) aproveitar uma das pias existentes no maciço rochoso e aí beber água com frequência.

A pia em questão, devidamente assinalada no local, apresenta um declive natural que facilitaria a este e a outros animais a ingestão do líquido, numa zona, recorde-se, densamente arborizada.

Outra lenda em redor da Pia do Urso aborda a existência, há alguns anos, de uma oliveira diferente das demais, em virtude desta apresentar a rama preta e ao longo da sua vida nunca ter produzido azeitona. A explicação para estes factos bizarros, apontavam os mais idosos, relacionava-se com a hipótese de, aquando da permanência naquele local dos exércitos franceses, a oliveira ter servido de esconderijo de armas, munições e pólvora."

Da visita que fiz ao local, ressalvo o seguinte:
  1. É um local excelente para ir com crianças ou invisuais, em grupo familiar ou, simplesmente, para fazer um pic-nic...
  2. As reconstruções das casas tradicionais são interessantes (pese o pormenor de algumas terem umas chaminés que fazem lembrar as das casas algarvias, mas isto deve ser impressão minha...).
  3. Há ainda pouca informação sobre aluguer de casas e falta ainda animação comercial ao lugar (neste momento há só um café...) e o posto de informações ainda funciona intermitentemente...
  4. O Percurso precisa de algumas afinações e de muita manutenção (há muita coisa que está estragada ou em vias de...).
  5. As placas de entrada (gigantescas...) estão paralelas ao eixo da estrada entre S. Mamede e Mira d'Aire, pelo que se pode passar sem as ver.
  6. Poderia ter um pouco mais de informação na área da Astronomia...
Poderão ver mais Fotografias e Vídeo, em diversos posts, que fizemos na nossa ida a este magnífico local, em 10.03.2007 (sábado), no Blog GeoLeiria...

14 março, 2007

8º CONCURSO "CIENCIA EN ACCIÓN"

Os nuestros hermanos têm um concurso aberto a TODAS as Línguas Oficiais da Ibéria (Castelhano, Português, Catalão, Galego e Basco, entre outras...), pelo isto nos interessa...!

BASES DEL 8º CONCURSO "CIENCIA EN ACCIÓN"
Objetivos
  • Encontrar ideas innovadoras que hagan la ciencia más atractiva para la ciudadanía.
  • Subrayar el carácter internacional de la ciencia.Contribuir a extender los contactos científicos y en materias divulgativas en el marco europeo.
  • Realizar materiales pedagógicos útiles y de calidad (textos, imágenes, videos, etcétera) que sirvan de ayuda para complementar los contenidos curriculares para los diversos niveles educativos.
  • Fomentar en los educadores el interés por la ciencia de manera activa para llegar a los estudiantes en las aulas.
  • Involucrar a investigadores en actividades de divulgación científica.
  • Incrementar la cultura científica de los ciudadanos europeos.
  • Mostrar la importancia de la ciencia para el progreso de la sociedad y el bienestar de los ciudadanos.

Participantes
El concurso está dirigido principalmente a profesores de enseñanza primaria, secundaria y de universidad; a investigadores, divulgadores científicos de los medios de comunicación o pertenecientes a museos y organismos relacionados con la ciencia, así como a cualquier persona interesada en la enseñanza de la ciencia en España o en cualquier país de habla hispana o portuguesa. Los interesados deberán presentarse de forma individual al concurso.


Inscripción y plazo de presentación

Es preciso para todas las modalidades realizar la inscripción a través de la página de Internet (http://www.cienciaenaccion.org/) a la que se enviará un resumen o breve descripción detallando las características de la propuesta (objetivos, estructura, metodología, contenidos, público al que se dirige…). El resumen tendrá una extensión de 15 líneas, deberá estar redactado en inglés y en uno de los idiomas oficiales del estado español. En el caso de que el idioma escogido sea distinto al castellano, se adjuntará además una traducción a este idioma. El plazo de presentación de cualquiera de los premios y modalidades finaliza el 5 de julio del 2007.


Modalidades de participación y premios

Para los premios CIENCIA EN ACCIÓN el tema tratado debe ajustarse a la modalidad elegida.

El trabajo ha de ser de reciente elaboración, no publicado o publicado después de enero de 2005, y no presentado en anteriores ediciones del concurso.

En la valoración de los trabajos se tendrá en cuenta su interés, utilidad, originalidad y presentación. Por primera vez, todas las modalidades están abiertas a participantes de países de habla hispana y portuguesa.

Los premios CIENCIA EN ACCIÓN se distribuyen en diversas modalidades, según sea el tipo de trabajo presentado:

  • Demostraciones de Física (Premio Sidilab): actividades prácticas para realizar in situ de experiencias que ofrezcan una cara más atractiva de la física y que faciliten a los estudiantes su comprensión.

  • Laboratorio de Matemáticas (Premio UCM): actividades prácticas para realizar in situ dirigidas a hacer las matemáticas más manipulativas, facilitar su comprensión y que, en algún caso, permita llevarlas a la calle para el gran público.

  • Demostraciones de Química (Premio Pasco-Prodel): actividades prácticas a realizar in situ relacionadas con el mundo de la experimentación dentro del campo de la química.

  • Laboratorio de Biología y Geología (Premio 3bScientific): actividades prácticas a realizar in situ dentro del campo de la geología y la biología.

  • Ciencia y Tecnología (Premio UPC): actividades prácticas para realizar in situ que estén basadas en aplicaciones de la ciencia al ámbito tecnológico y que puedan desarrollarse dentro y fuera de las aulas.

  • Sostenibilidad (Premio Antares): Iniciativas dirigidas hacia la sensibilización y concienciación de la población en temas medioambientales (contaminación, desarrollo sostenible y conservación del entorno), valorando preferentemente la amplitud de la difusión y alcance de los trabajos.

  • Materiales didácticos de Ciencia: pueden presentarse en forma de cuadernillos de trabajo, libros, u otros en soporte papel (Premio UGR) y CD-ROM, páginas web, programas de simulación o auto-aprendizaje, u otros formatos en soporte informático (Premio IBM).

  • Trabajos de divulgación científica : libros, artículos de prensa escrita, folletos o catálogos de exposiciones (Premio Mètode) y emisiones de radio, vídeos o programas de televisión (Premio FZCC).

  • Ciencia, ingeniería y valores (Premio VMO): trabajos relacionados con la promoción de los valores humanos en la ciencia y la ingeniería, en cualquier tipo de formato (textos de ensayo, proyectos, obras ejecutadas, etcétera).

  • Puesta en escena (Premio UZ): presentaciones teatrales de contenidos científicos dirigidas a la divulgación.

  • Cortos científicos (Premio UV): películas de contenido científico cuyo objetivo sea la divulgación y con una duración no superior a 20 minutos.

Asimismo, se concederá el Premio Especial del Jurado (Premio CIENCIA EN ACCIÓN), fuera de concurso, a personas o instituciones por las actividades realizadas en favor de una mayor y mejor apreciación pública de la ciencia. Los candidatos serán propuestos por los miembros del jurado y las instituciones que patrocinen el programa.Los ganadores recibirán los correspondientes diplomas y una ayuda de viaje para poder asistir personalmente a la gran reunión final o bien participarán via webcam. Cada premio esta dotado con 1.500 euros en metálico, así como el correspondiente diploma. En total se entregarán 12 premios en metálico con la dotación económica mencionada. Los premios quedarán sometidos al IRPF conforme a la legislación fiscal vigente.


Presentación y documentación

La presentación de los trabajos se realizará según las normas que figuran a continuación:

i) La presentación de las Demostraciones de Física, Laboratorio de Matemáticas, Demostraciones de Química, Laboratorio de Biología y Geología y Trabajos de Ciencia y Tecnología y Sostenibilidad se hará en dos fases.
  • En primer lugar se enviará una copia de la ficha de inscripción y el resumen, junto con un video de la actividad práctica, a la dirección de la RSEF (resumen y video por triplicado).

  • En segundo lugar, las propuestas ganadoras deberán presentarse públicamente en la fase final del certamen nacional.

ii) La presentación de los Materiales Didácticos, los trabajos de Divulgación Científica, los de Ciencia, Ingeniería y valores y los de Cortos Científicos se hará en dos fases:
  • En primer lugar, se enviará una copia de la ficha de inscripción y el resumen, junto con el trabajo sobre papel, o soporte informático, o videos de los programas de TV o cintas de las emisiones de radio, a la dirección de la RSEF (siempre incluyendo resumen y todos los materiales por triplicado).

  • En segundo lugar, si el trabajo es uno de los ganadores, deberá mostrarse en la fase final del certamen participando el concursante en la presentación conjunta correspondiente, in situ o bien via webcam.


iii) La presentación de las representaciones teatrales que opten al premio de Puesta en escena se hará en dos fases:
  • En primer lugar, se enviará una copia de la ficha de inscripción y el resumen, junto con un video en formato VHS o un CD-ROM de la representación teatral, a la dirección de la RSEF (resumen y video o CD-ROM por triplicado). El video/CD-ROM y la representación teatral tendrán una duración máxima de 30 minutos.

  • En segundo lugar, si el trabajo es uno de los ganadores, deberá escenificarse, o en su defecto visionarse en la fase final del certamen nacional. Las imágenes del video/CD-ROM deberán ser de buena calidad.

Los materiales enviados por los concursantes quedarán como depósito en la organización, y podrán ser utilizados por la RSEF, la RSME, la FECYT y el CSIC como recursos didácticos que quedarán a disposición de la comunidad educativa española, pudiendo ser reproducidos identificando en cada caso su autoría.

El 16 de julio se publicará en la web la lista de ganadores que serán invitados a participar en el Certamen nacional del 19 al 21 de octubre de 2007 en la Plaza del Pilar de Zaragoza. La organización sufragará los gastos de alojamiento y traslado de los ganadores.

El programa "Ciencia en Acción" se coordina con el proyecto internacional "Science on Stage" organizado por EIROforum*, que celebrará su final internacional en algunas de las sedes de las instituciones que lo forman. Los mejores trabajos españoles presentados en el certamen de Zaragoza y que respondan al tema europeo de "Science on Stage" serán seleccionados por el jurado para participar en el evento europeo que se organice.

Jurado

El jurado estará constituido por profesores y por profesionales de la divulgación científica designados por el Comité Científico de CIENCIA EN ACCIÓN. El fallo no será recurrible. La participación en el concurso supone la plena aceptación de estas bases. El jurado podrá declarar desierto el premio en cualquiera de las modalidades del certamen.


Autoría

El autor garantiza que la obra es original y que es el legítimo titular de todos los derechos inherentes a la misma y que la obra (o el trabajo) no vulnera derechos de terceros. En el caso de que esta garantía se demostrara incierta, contra la misma se iniciarán acciones para la defensa de derechos de terceros sobre la obra, imágenes o composición. El autor será responsable de esta vulneración quedando los convocantes exonerados de toda responsabilidad.


Mais informações em: http://www.cienciaenaccion.org/indice.html

11 março, 2007

Aprender TIC numa carruagem da CP - II

Conforme referimos aqui, num post anterior, no dia 08.30.2007 (5ª-feira) um grupo de professores (e famílias...) foram até à Estação dos Caminhos de Ferro de Leiria para aprender um pouco mais de informática. Estiveram presentes 9 professores da Correia Mateus (e a cara-metade de uma professora...) e três filhas.

Depois de estacionarmos e de esperarmos pelos retardatários, fizemos a foto oficial à entrada do Comboio, entrando em seguida para ver um filme e gravarmos, em filme, uma entrevista e, em som, uma poesia de Luís de Camões. Depois fomos em grupos para os computadores criar um Blog e um site do SAPO, aprendendo a trabalhar com Windows Movie Maker e com as plataformas de Blogues, de Fotografias e de sites do SAPO. Os resultados foram interessantes e aprendemos algumas coisas (alguns de nós - outros querem fazer outra vez para rever pormenores...). Assim vimos como colocar os vídeos e fotos na plataforma SAPO, como pesquisar, como colocar materiais diversos no Blogue, tudo coisas muito fáceis e interessantes.

No final tivemos direito a um saco com o Diploma, CD do SAPO e diversas bugigangas, para provar em casa que a coisa tinha valido a pena...!

O nosso Blogue do SAPO: ver AQUI.

Foto oficial do evento:
Entrevista oficial:


Poema declamado:


Mais tarde publicarei as minhas fotos e vídeos da actividade, no Blog Ciências Correia Mateus.

A tua idade noutros planetas

Página interessante (sugestão de João Garcia) sobre medição de tempo em diversos planetas, feita pela Universidade de Évora. Calcula a idade de uma pessoa, em dias e anos de outro planeta do Sistema Solar, de forma automática, incluindo a data de aniversário nesses astros.


É muito giro - vão ver (clicar neste link aqui).

08 março, 2007

Ferramentas de análise de dados de superfícies planetárias



No dia 24 de Maio de 2007 (5ª-feira) o Grupo de Geologia da Universidade Rey Juan Carlos (URJC) realizará, no Campus de Móstoles (Madrid) um Seminário sobre Ferramentas para obtenção e análise de dados de superfícies planetárias.

O objectivo deste Seminário é apresentar a grande quantidade e variedade de dados disponíveis actualmente das superfícies dos diversos corpos do Sistema Solar, assim como as ferramentas informáticas básicas para obter e analisar estes dados.

O Seminário está limitado a 20 pessoas (uma por computador) e constará de 6 horas de trabalho prático (10.00 - 13.30 e 15.00 - 18.30 horas, de Espanha) na Sala de Cartografia do URJC, em 24.05.2007, com o seguinte programa:
  • Introdução aos dados das missões de exploração planetária;
  • Sites de com dados planetários;
  • Software de análise básico de imagens e outros dados planetários;
  • Caso prático.
O custo de inscrição será de 10 € para estudantes e membros da Sociedade Geológica de Espanha (SGE) e 15 € para não membros da SGE. O pagamento inclui a documentação e o Certificado de Participação.

As inscrições são feitas por correio electrónico (dirigidas a alvaro.marquez@urjc.es), com indicação do nome, trabalho e local de trabalho/estudo. As inscrições terminam a 31 de Março e, finda esta data, os inscritos receberão confirmação de aceitação da inscrição por e-mail.

Recordar o Dia Mundial da Mulher



Retrato de uma princesa desconhecida


Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos

Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino

Sophia de Mello Breyner Andresen

07 março, 2007

Anti-Ciência, Astrologia e Pseudociência

Da revista on-line Ciência Hoje retiramos, com a devida vénia, o seguinte artigo, com o qual concordamos em absoluto...

Anti-Ciência
Opinião
2007-01-12
Por Carlos Corrêa (Prof. Cat. Jubilado da Universidade do Porto)


Ultimamente têm sido feitos alguns esforços no sentido de educar os jovens para a cidadania, aumentando a sua cultura científica para serem capazes de compreender o mundo que os rodeia e criticarem conscientemente os eventuais desmandos contra o meio ambiente, de que todos temos um pouco de culpa. Apesar destes esforços, de que saliento a actuação do programa Ciência Viva, muitas pessoas com responsabilidades fecham os olhos a certas manifestações anti-Ciência que vão minando a inteligência e a cultura das pessoas menos preparadas, que infelizmente constituem a maioria dos telespectadores.

Os média têm grandes responsabilidades na proliferação da superstição e crendice, dando grande cobertura a reuniões de bruxos, astrólogos, professores, videntes e muitos outros figurões que se servem da liberdade em que vivemos para encher de anúncios as páginas de certos jornais, para poluir certos programas televisivos (já de si poluentes…) fazendo publicidade enganosa das suas anunciadas capacidades de previsão e cura de todos males, do corpo e do espírito.

Mais grave ainda é que a RTP, que deveria prestar um serviço verdadeiramente público aos cidadãos, colabore também na difusão da bruxaria, tendo igualmente a sua astróloga de serviço permanente no programa Praça da Alegria, munindo-se de um computador para tentar dar um ar científico às suas "previsões", contribuindo assim para a estupidificação dos cidadãos. A falta de cultura científica e ignorância primária das pessoas (habituadas a carregar num botão da TV para terem o mundo inteiro à sua frente) leva-as a pensar que é possível, por meio de um qualquer programa metido num computador, fazer previsões sobre a sua vida, a sua saúde e os seus negócios.

A RTP colabora nesta farsa todos os dias, levando a bruxaria às pessoas que seguem o programa, dando-lhe a mesma credibilidade que dão a médicos e cientistas que por lá passam. Já protestei junto dos responsáveis do programa, mas nem se dignaram acusar a recepção da minha carta. Agora, que se instituiu um Provedor do Telespectador, cheio de boas intenções, já lhe comuniquei o escândalo e pedi que estas anomalias fossem rapidamente eliminadas, para bem dos cidadãos. Não poderemos nós, cientistas, fazer algo mais?

ENSINAR É APENAS AJUDAR A APRENDER

Eric Mazur, professor de Física na Universidade de Harvard

"Podemos e devemos tratar a educação como uma ciência. Eu encaro os dados das minhas experiências laboratoriais da mesma maneira que trato os resultados das minhas aulas, que também são um laboratório", afirma Eric Mazur, professor de Física na Universidade de Harvard, criador de um método "experimental" de ensinar que "devolve" aos alunos a decisão de estabelecer os conteúdos da aula seguinte. Tendo abandonado a dada altura os métodos tradicionais de transmissão de conhecimentos, Mazur rompeu com a ideia, adoptada em todo o mundo, de que "as aulas de ciências são transferência de informação". Retirou a transferência de informação da sala de aula dizendo aos alunos, por exemplo, coisas tão simples como estudarem um assunto em casa para posteriormente o discutirem na aula. Recorrendo à chamada aprendizagem conceptual, faz com que os alunos se tornem os seus próprios professores. Para estes está, segundo Mazur, reservado o papel do "treinador": "Ensinar é apenas ajudar a aprender e é esse o meu papel como professor".

Entrevista à Gazeta de Física

Entrevistado por:

CARLOS FIOLHAIS e CARLOS PESSOA

Gazeta de Física - É verdade que os seus alunos costumam atribuir-lhe boas notas? E como consegue isso?

Eric Mazur - Quando comecei a ensinar, em 1984, ensinava tal como eu próprio tinha sido ensinado. Afinal, que outras formas há de ensinar? É natural, foi como nós aprendemos e, além disso, temos tendência para projectar a nossa própria experiência nas pessoas que nos rodeiam. O que pensamos é: "Eu aprendi assim e, por isso, eles também devem aprender assim". Ao fazer isto, acho que se cometem dois erros. Se olhar para a forma como fui ensinado percebo que aprendi, não devido a esse ensino, mas apesar dele.

P. - É o método tradicional, com recitações. O professor fala e os alunos ouvem...

R. - Exacto, usa-se isso nas igrejas... É um método muito antigo!

P. - A diferença é que, nas igrejas, por vezes funciona!

R. - Hum... Esse é o primeiro erro. O segundo erro é que a maioria dos alunos são diferentes de nós, e nem todos vão ser professores de Física. Interessam-se por coisas totalmente diversas, pois querem ser médicos, engenheiros, homens de negócios ou políticos e não têm a mesma inclinação para a Física. Penso que estes são os erros típicos em que incorremos quando começamos a ensinar.

P. - Como é que mudou os seus métodos de trabalho?

R. - Não mudei imediatamente porque considerava que estava a ensinar bem. Os meus alunos tinham boas classificações nos exames e também me atribuíam boas notas no inquérito final de avaliação dos professores...

P. - Então o método tradicional funcionava bem...

R. - Tinha quatro e meio numa escala de cinco. Era a nota mais alta na área de Física.

P. - Em suma, os alunos estavam satisfeitos e o professor também...

R. - Exactamente! E era por isso mesmo que eu achava que estava a fazer um bom trabalho. Seis anos mais tarde, colegas da Califórnia mostraram-me artigos sobre testes com questões muito fáceis. Por exemplo: "Um carro colide com um camião. A força exercida pelo camião sobre o carro é maior ou menor que a força do carro sobre o camião?". A confusão era grande.

P. - Está a sugerir que os professores faziam perguntas aos alunos que eles próprios não compreendiam bem?...

R. - Exacto. Os dados recolhidos nesse estudo são muito interessantes. Se colocar essa questão no início e no fim do semestre a diferença entre o padrão de respostas é quase nula. Mais, se a analisar pela forma como os alunos são instruídos também não há diferença...

Por exemplo, o autor daquele artigo, David Hestenes, deu o teste a três grupos. O primeiro consistia em turmas com professores premiados. O segundo grupo compreendia turmas com professores com uma classificação muito baixa.

P. - Os maus professores...

R. - Sim, os maus professores. Finalmente, o terceiro grupo consistia em professores com turmas pequenas (até 20 alunos). Se compararmos a evolução nos vários grupos ao longo do semestre verificamos que não há diferença. Por outras palavras, os alunos não aprendem muito numa aula convencional (passiva), independentemente da forma como se ensina.

P. - Os resultados não dependiam da forma como se ensinava?!

R. - Bem, eu li aquilo e interroguei-me: passar-se-á o mesmo com os meus alunos? Depois, lembro-me de ter pensado: "Não pode ser verdade! E muito menos com os meus alunos de Harvard!". Decidi mostrar a esse autor que a situação era diferente com os meus alunos. Dei-lhes o teste e notei de imediato que havia algo de errado com a minha turma. Logo no início uma aluna perguntou: "Prof. Mazur, como é que respondo a estas perguntas? De acordo com o que ensinou ou de acordo com aquilo que eu penso?". Olhei para ela e pensei: "Qual é a diferença?". É claro que os alunos de Harvard são melhores do que um aluno médio americano, mas mesmo assim...

P. - Eram alunos de Física?

R. - Não, eram alunos de Engenharia e Medicina. Mas a melhoria não era significativa. Tiveram uma evolução de 8 por cento, 70 por cento no início do semestre e 78 por cento no final. Ora, vendo o teste era de esperar que os meus alunos tivessem 100 por cento e, por isso, fiquei perplexo. A minha primeira reacção foi pensar que havia algo de errado com o teste. Não sabia o que pensar. Por um lado, os meus alunos tinham boas notas em exames muito mais complexos, com integrações, derivações...

P. - Talvez fosse pelo facto de serem conteúdos mais familiares enquanto as outras questões eram novas...

R. - Bem, a questão mais difícil era a do camião e do carro! De facto, não sabia o que fazer e comecei a pensar noutros sinais dos alunos durante a minha carreira docente. Alguns atribuíam-me uma nota alta no questionário mas punham observações do género "A Física é uma seca!". Um outro aspecto que nos remete para os sermões nas igrejas é o seguinte. No primeiro ano em que leccionei decidi dar aos alunos um livro diferente do que eu usava para preparar as aulas. Escrevia cerca de 12 páginas de notas que entregava aos alunos no final da aula para que estivessem com mais atenção ao que eu dizia do que às notas que tomavam. Mas cerca de seis semanas mais tarde alguns alunos começaram a pedir-me que entregasse os apontamentos no início da aula para que não tivessem de escrever tanto: copiavam tudo o que eu escrevia no quadro! Alguém disse uma vez que o método das aulas é o processo pelo qual os apontamentos do professor são transferidos para os cadernos dos alunos sem que a informação passe pelo cérebro de nenhum deles.

Nessa altura decidi entregar as notas no início das aulas, mas os alunos continuavam a escrever nas margens... No ano seguinte voltei a leccionar a mesma disciplina e decidi que era mais prático entregar o conjunto completo dos apontamentos, em vez de os entregar em cada aula. No final do semestre cerca de 12 alunos (150 no total) escreveram no questionário de avaliação que "o prof. Mazur dá as aulas pelos apontamentos"! Bem vistas as coisas, eles tinham razão. Se pensarmos bem, 99,9999 por cento das aulas de ciências em todo o mundo são transferência de informação. Devo salientar dois pontos. O primeiro é que a educação é mais do que transferência de informação, é um processo em que desenvolvemos um modelo mental para assimilar essa informação. Mas numa aula convencional não há tempo para pensar, espera-se que essa assimilação seja feita após a aula. O segundo ponto tem a ver com as tecnologias de informação. Não estou a falar de computadores mas da invenção de Gutenberg, há quinhentos anos.

P. - Os livros.

R. - Sim, mas antes de haver livros a transmissão de conhecimentos de uma geração para a outra era feita oralmente, como hoje nas aulas. Depois vieram os livros, e os livros são uma boa fonte de informação, mas passámos a lê-los aos alunos nas aulas. É ridículo! Se eu fosse professor de Literatura, por exemplo, não diria aos alunos que na aula seguinte iríamos ler “Sonho de uma Noite de Verão” mas sim que o lessem antes da aula. Assim, decidi que a primeira coisa que iria fazer seria retirar a transferência de informação da sala de aula. O que agora faço é dizer aos meus alunos que estudem um assunto em casa para posteriormente o discutirmos na aula.

P. - E os alunos fazem isso?

R. - Têm de fazer. Esse trabalho representa 20 por cento da nota final. Mas voltemos atrás. Uma vez estudado determinado assunto, posso explicar aos alunos o seu significado.

P. - A chamada aprendizagem conceptual.

R. - Exactamente. E faço-o usando uma técnica a que chamamos "Peer Instruction".

P. - Mas essa técnica não é nova...

R. - Não, de facto não se trata de uma novidade mas eu também não sabia nada da literatura especializada sobre a aprendizagem colaborativa... Só conhecia Sócrates! O que se passou numa aula foi o seguinte. Estava a discutir o teste conceptual com alguns alunos e a tentar explicar alguns problemas. Expliquei-os durante dez minutos e percebi pelas expressões deles que não estavam a entender. Pelo contrário, estavam ainda mais confusos. Eu não sabia o que fazer, não sabia explicar melhor. Resolvi então dizer-lhes para discutirem as suas dúvidas com o colega do lado e fiquei surpreendido com a agitação que se criou. De repente estavam todos a falar uns com os outros. Decidi formalizar este procedimento e o que faço hoje em dia é isso mesmo. Digo aos alunos para estudarem antes da aula, depois faço uma breve introdução (não mais de cinco minutos senão eles adormecem) e coloco uma pergunta (a que chamo teste conceptual) no retroprojector. São perguntas conceptuais que não se podem resolver por equações. Por exemplo, há um barco no lago com uma pedra dentro. Se tirarmos a pedra o que acontece ao nível da água do lago? É uma questão contra-intuitiva, temos de perceber bem o Princípio de Arquimedes. Os alunos têm um minuto para pensar sobre a pergunta e em seguida votam na opção que consideram correcta (uso cartões com as letras A, B, C, etc.).

P. - Como em alguns programas de televisão...

R. - Hoje em dia utilizamos WAP e infravermelhos na votação. Depois de ver os resultados no ecrân peço a cada aluno que tente convencer o colega mais próximo de que a sua resposta está correcta. E quem vai conseguir ser mais persuasivo? A pessoa que compreendeu a pergunta. Ainda mais importante é que o aluno consegue explicar determinada questão ao colega melhor do que o professor, porque quanto mais se sabe sobre um assunto, mais difícil se torna explicá-lo, mais depressa se esquecem as dificuldades conceptuais.

P. - Então os alunos tornam-se os seus próprios professores.

R. - Sim.

P. - E qual é o papel que resta para o professor?

R. - O professor é o treinador. Concluindo, os alunos discutem o problema durante mais dois minutos e votam novamente. O que acontece é incrível: o número de respostas correctas aumenta consideravelmente. E no final do semestre a aprendizagem conceptual também melhorou.

P. - E o que acontece à capacidade de resolver um problema tradicional?

R. - Aí está uma boa questão. O que eu faço é falar sobre um assunto durante cinco minutos, apresento uma questão aos alunos e assim sucessivamente. Os alunos não podem adormecer nas minhas aulas, pois são permanentemente solicitados. Um outro aspecto importante é o feedback que obtenho com este método. Consigo ver imediatamente se os alunos estão confusos, se estão a compreender, etc.

P. - Estão "controlados"...

R. - Mais do que isso, existe uma reacção observável da parte dos alunos. Antes de prosseguirmos, deixem-me responder melhor a duas questões anteriores: o papel deixado ao professor e a resolução tradicional de problemas. Em primeiro lugar, nos questionários de final de semestre já não há um único aluno que escreva "O Prof. Mazur dá as aulas pelos apontamentos." Agora escrevem "O Prof. Mazur não nos ensina nada! Temos de ser nós a descobrir". Quando li esses comentários fiquei algo magoado. Tinha alterado o meu método de ensino, colocado problemas novos e agora os alunos diziam que eu não ensinava?!... Mas depois comecei a reflectir sobre o que era ensinar. Em holandês, a minha língua materna, a mesma palavra significa ensinar e aprender, mas são coisas distintas, pois aprender não é necessariamente uma consequência de ensinar. Ensinar é apenas ajudar a aprender e é esse o meu papel enquanto professor.

P. - Então resta alguma coisa para o professor fazer!

R. - Sem dúvida! Quanto à resolução de problemas tradicionais, a resposta é simples: não uso nenhuns nas minhas aulas.

P. - Mas os seus alunos têm de aprender a calcular integrais, não têm?

R. - Claro. Eles têm de saber resolver problemas. Um engenheiro tem que saber projectar uma ponte e fazer os cálculos correctos. Fiz alguns testes para verificar a eficácia da aprendizagem conceptual. Preparei exames com problemas tradicionais e outros com questões conceptuais sobre o mesmo tema para verificar se resolver problemas significava compreendê-los e vice-versa. O que verifiquei foi que os alunos podem resolver problemas com facilidade sem os compreender. Descobri que se saem muito melhor nas questões conceptuais porque lhes dou ênfase nas aulas. Mas em relação à tradicional resolução de problemas não houve melhorias significativas. Por outras palavras, a compreensão dos problemas contribui para a sua resolução, mas a resolução de problemas não é indicador de uma boa compreensão.

P. - E o que pensa o Director da faculdade sobre o seu método?

R. - Em Harvard, basicamente cada professor goza de autonomia. Posso fazer o que achar melhor nas aulas, desde que não haja queixas dos alunos.

P. - Neste momento sente que o seu trabalho é apreciado em Harvard, não só pelos seus alunos mas pelos outros professores?

R. - Sim, é verdade. Em Harvard há professores assistentes, associados e titulares. Eu já era professor titular, depois passei a presidente e fui distinguido com o título de Professor Universitário de Harvard - só foram atribuídos 12 - como reconhecimento pelo meu trabalho.

P. - Pensa que seria possível fazer algo semelhante aqui?

R. - Como não conseguia estar presente em todas as conferências para que era convidado, escrevi em 1997 um livro que foi um grande sucesso. Professores do mundo inteiro quiseram lê-lo. Fizemos 2500 inquéritos na Internet, aos quais 700 pessoas responderam e descobrimos gente em todo o mundo que tinha lido o livro e o tinha aplicado nas suas aulas em vários domínios como Química, Astronomia, Física... Ou seja, quase um terço das pessoas a quem foram enviados os inquéritos tinham lido ou utilizado o livro. Além disso, estes resultados desconstruíram a ideia que eu tinha de que este tipo de testes só era útil no caso específico de alunos universitários, principalmente aqueles com mais dificuldades. Hoje em dia já existem livros de testes conceptuais com materiais de Astronomia, de Química e de Matemática. Uma outra questão é a de saber quem beneficia com este método na aula. Será que os melhores alunos não se sentem aborrecidos? Entrevistei alguns alunos e verifiquei que muitos dos melhores alunos estavam entusiasmadíssimos com os meus métodos. Como um dos alunos disse, quem beneficia mais são aqueles que aprendem ao ter de explicar aos outros colegas.

P. - Falou de questões conceptuais mas não referiu experiências ou simulações. Também as fazem nos vossos cursos?

R. - Sim. Aliás, eu adoro demonstrações, sou um experimentalista! Nos últimos três anos, temos analisado a eficácia das experiências.

P. - São poderosas, do ponto de vista didáctico.

R. - Sim, mas mais como motivadores. Por exemplo, no início do semestre fazemos algumas demonstrações. No fim, os alunos lembram-se dos resultados dessas demonstrações não pelo que tinha sido mostrado mas de acordo com a sua compreensão. Por isso, se eles tiverem um modelo conceptual errado irão ajustar a memória a esse modelo. Dou um caso concreto. Fazemos uma experiência com duas balanças, uma placa e um objecto no meio. Se mover o objecto para um lado, ou outro, os valores das balanças variam. Há alunos que pensam que a placa distribui o peso do objecto pelas duas balanças, independentemente do sítio onde se coloca o objecto...

E, de facto, no final do semestre há alunos que, questionados sobre o resultado da experiência referida, escrevem "como demonstrado na aula, o peso não se altera movendo o objecto de um lado para o outro"!

Eles têm um modelo conceptual errado.

P. - Nós vemos aquilo que pensamos que estamos a ver...

R. - Exacto. O cérebro armazena melhor modelos do que factos. Por isso, o que fazemos em Física é trabalhar com modelos. Nunca mostro só a experiência. Primeiro coloco a questão conceptual, "Temos duas balanças e um objecto em cima de uma placa. O que acontece se mover o objecto?" Falo sobre a experiência, ouço as opiniões dos alunos, faço uma votação dos resultados e volto a questioná-los. Nesta altura, já estão ansiosos por ver a experiência! Temos de integrar a experiência e não mostrá-la isoladamente.

P. - E qual é a importância das tecnologias de informação no seu trabalho?

R. - Eu acho que as tecnologias de informação não são uma poção mágica. A maior invenção neste domínio foi há 500 anos com Gutenberg.

P. - Mas concorda que podem ser úteis?...

R. - Podem ser úteis mas também perigosas, no sentido em que as pessoas podem pensar que adaptando material antigo às novas tecnologias conseguem um melhor ensino. O importante é usar as novas tecnologias para fazer algo que de outra forma fosse impossível.

P. - O senhor é um cientista, um físico, e agora está envolvido em pedagogia. Acha que a educação é uma ciência, no sentido tradicional da palavra?

R. - Tenho que lhe dizer que fiquei fascinado com a pedagogia e a psicologia do ensino-aprendizagem e passei a respeitar muito mais os meus colegas do departamento de Psicologia. É uma ciência? Penso que podemos e devemos tratar a educação como uma ciência. Eu encaro os dados das minhas experiências laboratoriais da mesma maneira que trato os resultados das minhas aulas, que também são um laboratório.

NOTA: Para meditarem (os professores...) sobre o que é ensinar e aprender e como aprender (novas técnicas...) de ensinar...

06 março, 2007

Construção de Relógios de Sol


Sábados à Descoberta 10/Mar/2007: Relógios de Sol
Responsável: João Fernandes (Departamento de Matemática da FCTUC)

Esta sessão tem lugar no Departamento de Matemática e integra-se nas comemorações da Semana Universitária, cujo tema deste ano é "Em torno do Sol".

A sessão inicia-se com as actividades dos participantes, que culminam construção de um Relógio de Sol para cada participante.

Seguir-se-à uma palestra sobre Relógios de Sol: estórias, histórias e curiosidades, por Artur Soares Alves, Director do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra.

Para participar nesta sessão, como habitualmente, é necessária uma inscrição prévia (de preferência por email). O número de inscrições é limitado a 120 participantes jovens.

Horários:
Sessões na Matemática - 14h30/17h30

Inscrições e contactos: Ana Maria Almeida, Raquel Caseiro
E-mail: sabados@mat.uc.pt
Morada: Departamento de Matemática, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Apartado 3008
3001-454 Coimbra
Telefone: 239 791 150
Fax:

Site:
239 832 568

http://www.mat.uc.pt/sabados/relogiossol.html

Actividade em Alcobaça II


Conforme aqui referido, o Professor Doutor Jorge Dinis, do Departamento de Ciências da Terra (da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra) deu no sábado, dia 3 de Março de 2007, no Centro de Estudos Superiores, instalação da Universidade de Coimbra situada em Alcobaça, uma Conferência, sobre Ritmos Solares: o Clima, a ocupação humana e o assoreamento das lagunas da Pederneira, Alfeizerão e Óbidos, integrada na IX Semana Cultural da Universidade de Coimbra.

Lá fomos para aprender umas coisas, mas infelizmente, tendo levado o meu filho (de 5 anos) tive de sair a meio. Esta actividade foi excelente, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça (e, curiosamente, com a Fanfarra dos Bombeiros locais, no exterior, a abrilhantar o evento - embora nos parecesse excessivo tal facto...). Depois da Conferência foi inaugurada uma exposição sobre a mesma temática e da mesma autoria, que pude ver em primeira mão e que estava, comme d'habitude, magnífica...

Os nossos parabéns à Organização e ao Professor Doutor Jorge Dinis...



PS - Para verem imagens, consultar os posts do Blog Geopedrados:

O Telescópio Espacial Hubble foi lançado para o espaço há 22 anos

O Telescópio Espacial Hubble é um satélite que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha . Foi lançado pela agên...