08 fevereiro, 2011

Notícia sobre actividade com astronauta em Portugal

Em Lisboa
Astronauta tira dúvidas a crianças e esclarece se no espaço se usa fralda


“Os astronautas usam fraldas?”, perguntou hoje uma criança a um astronauta norte-americano que, em Lisboa, respondeu a esta e outras dúvidas numa sessão com os pés bem assentes na Terra e marcada pela boa disposição.


Cerca de duas dezenas de crianças entre os nove e dos dez anos espalhavam-se, ora sentadas ora estiradas, por vários 'puffs' coloridos no palco do auditório do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva, para uma conversa informal com Larry Young, um astronauta norte-americano convidado no âmbito do programa Professores MIT vão à escola.

De pé, o astronauta ia respondendo às dúvidas, devidamente alinhadas em folhas de papel, com a ajuda da directora do Ciência Viva, Ana Noronha, que fazia a tradução.

Num ambiente informal e divertido, Larry Young explicou como os astronautas têm de se preparar física e psicologicamente para ir para o espaço, que têm de saber muita matemática e física, que a uma velocidade de 25 mil quilómetros entram em órbita com a Terra, que no espaço um chupa-chupa flutua e que uma bebida se espalha “por todo o lado”.

Na altura das dúvidas, eram sempre vários os dedos que, apressados, surgiam no ar, mas as perguntas eram muito mais centradas nos aspectos práticos da vida dos astronautas do que na astronomia.

Assim, entre outras coisas, os mais pequenos ficaram a saber que quando estão no espaço os astronautas usam fraldas, que a comida é desidratada e que as gambas são um bom petisco mesmo fora da Terra, que a higiene é feita com toalhetes e que “o dia e a noite” alternam de 90 em 90 minutos na órbita da Terra.

Pelo meio foi incontornável a conversa em torno do primeiro homem no espaço, Yuri Gagarine, o primeiro a pisar a lua, Neil Armstrong, e até a famosa cadela russa Laika, o primeiro ser vivo a aventurar-se fora da Terra.

No final da sessão, Larry Young confessou à Lusa não estar habituado a dar aulas a crianças tão pequenas, mas sim a alunos do secundário e universitários.

Contudo, considerou “inspirador ver o interesse de crianças tão pequenas” e “muito importante” que elas mantenham essa motivação.

“A impressão que tenho é de que todas as crianças se interessam por espaço e por dinossauros e, uma vez que sintam motivação para trabalhar nessa área, servirá para as encorajar a estudar matemática física, química e as bases que servem quase todas as outras áreas científicas”, acrescentou.

Segundo Larry Young, a pergunta mais comum numa criança desta idade é “como é que se vai à casa de banho”, enquanto os mais velhos querem saber como é o “sexo no espaço”.

A dúvida transversal a todas as idades é apenas uma e tem a ver com o factor psicossocial: como é que as pessoas se relacionam quando estão confinadas a uma cabine, durante semanas ou meses?

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