28 maio, 2008

Palestra sobre Marte em Lisboa

Observatório Astronómico de Lisboa
Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa


O Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) promove Palestras públicas mensais que têm lugar no Edifício Central, pelas 21.30 horas da última sexta-feira de cada mês.

A próxima sessão decorrerá no dia 30 de Maio e terá como tema:
"Marte: Vivo ou Morto?"
Doutor José SaraivaIST/CERENA


Com a chegada da sonda americana Phoenix (Fénix) à superfície de Marte,dá-se um novo passo na exploração do planeta vermelho. É a primeira vezque se estuda directamente uma região de alta latitude em Marte, e é deesperar que se possa analisar não apenas o solo dessa região, mas tambémo gelo que ele contém, e deslindar um pouco mais da história deste mundo, ainda repleta de mistérios. Nesta palestra serão abordadas questões como:

  • a água em Marte, incluindo os dados e evidências sobre a suapresença que foram sendo acumulados ao longo dos anos e dasmissões espaciais;
  • a possibilidade de vida em Marte, lembrando a história destavelha polémica;
  • a história geológica do planeta, as suas semelhanças ediferenças com a Terra;
  • os projectos para a continuação da exploração de Marte, e o papel de Portugal nesse programa.


VIDEODIFUSÃO DA PALESTRA PÚBLICA
É com enorme prazer que podemos anunciar que o OAL retoma a transmissãodas suas Palestras Mensais através da Internet. No dia 30 de Maio a partir das 21h30 visite o seguinte endereço: http://live.fccn.pt/oal/

A entrada na Tapada da Ajuda faz-se pelo portão da Calçada da Tapada, em frente ao Instituto Superior de Agronomia. No final de cada palestra, e caso o estado do tempo o permita, fazem-se observações dos corpos celestes com telescópio. Convida-se o público a trazer os seus binóculos ou mesmo pequenos telescópios caso queiram realizar as suas próprias observações ou serajudados com o seu funcionamento.

Para mais informações use o telefone 213 616 730, ou consulte:
http://www.oal.ul.pt/palestras

26 maio, 2008

Phoenix fotografada a descer em direcção a Marte

Num momento deveras espectacular, a sonda Phoenix foi fotografada por uma outra sonda (em órbita de Marte) na sua descida em direcção à superfície de Marte, com o para-quedas aberto.
Não me parece que seja necessário tecer mais comentários!
Basta observar a foto, para admirar o engenho humano, na busca de respostas para os seus anseios.


Fonte: www.nasa.gov

Phoenix chegou a Marte!

A descida da Phoenix em Marte foi perfeita!

Isto apesar de pouco tempo antes da descida, a Mars Reconnaissance Orbiter ter fotografado 2 redemoinhos de poeira (dust devils) de cerca de um quilómetro de tamanho na área onde a Phoenix desceu pouco depois.A expectativa era grande!

Segundo este site, o sucesso da Phoenix acaba de empatar o resultado das sondas em Marte. Neste momento, 20 falhanços e 20 sucessos!

A sonda Phoenix (Fénix - um pássaro da mitologia grega que morria carbonizado, e renascia das próprias cinzas), deve o seu design, componentes, instrumentos, objectivos, local de descida, …, a duas sondas passadas: a Mars Polar Lander que se espetou em Marte em 1999, e a Mars Surveyor Lander que foi cancelada no ano 2000.Esta sonda tem um tempo estimado de vida de 3 meses.

A área onde a Phoenix desceu é chamada de Green Valley, e fica na Vastitas Borealis, uma área baixa no norte de Marte, onde se pensa ter existido largas quantidade de água no passado, podendo mesmo conter gelo no presente (e quiçá microorganismos no subsolo!). É a primeira vez que se irá estudar o solo tão a norte de Marte - um terreno diferente do que aquele por onde os rovers Spirit e Opportunitty ainda passeiam.

Passadas 2 horas após pousar, outra explosão de alegria: as primeiras imagens chegaram sem problemas!Podem já ver esta imagem no site da APOD, e sobretudo recomendo este que é o site oficial da recepção das imagens da Phoenix.


Post
de Carlos Oliveira no Blog astroPT - para ver o post original e imagens clicar aqui.

25 maio, 2008

Próximas actividades do NUCLIO

Do NUCLIO (Núcleo Interactivo de Astronomia) recebemos um e-mail com o pedido de divulgação das seguintes actividades astronómicas:

Caros Amigos,

Festa das Estrelas
Gostaria de convidá-los a partilhar as vossas actividades no âmbito do projecto Hands-on Universe durante a Festa das Estrelas. A Festa irá decorrer na Ponta do Sal dias 27, 28 e 29 de Junho. Peço que por favor me informem a vossa disponibilidade para podermos preparar o programa do evento. Venham e tragam os vossos estudantes.


Formação Hands-on Universe
Aproveito também para informar que a próxima sessão de formação será dias 14 e 15 de Julho no Instituto Geográfico do Exército. Inscrevam-se .. mas mais do que isso .... convidem outros colegas para a formação, está na hora de aumentarmos a família HOU

Workshop Internacional Hands-on Universe
E ainda há mais :-). Nos dias 16, 17 e 18 de Julho vamos ter um workshop internaciontal de promotores Hands-on Universe. Será uma oportunidade única para conhecer de perto as novas actvidade propostas pelos nossos parceiros espalhados por esse mundo afora. É única porque este ano somos privilegiados com a organização do evento em Lisboa. Estes encontros anuais ocorrem cada vez num país diferente ... desta vês os anfitriões somos nós :-)

Global HOU 2008
Pensavam que era tudo .. não não ... há ainda o encontro dos promotores ... ou seja ... a parte das apresentações que decorrerá nos dia 20 a 23 de Julho.
Cá vai o link para o workshop e conferência: http://ghou2008.globalhou.net

Espero que possam estar presentes em todas as actividades, que venham partilhar com a comunidade internacional o excelente trabalho que têm feito com os vossos estudantes. Que venham conhecer professores de outros países, promotores da família HOU.

Beijinhos e até amanhã ..... sim sim .... vamos acompanhar a chegada da sonda Phoenix à Marte ... há cafezinho e bolachinhas ...... (http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=743)


Sonda Phoenix chega a Marte na madrugada de dia 26

Do site Portal do Astrónomo publicamos a seguinte notícia de actividade, na sequência do post anterior:


Visão de artista da chegada da sonda Phoenix a Marte. Créditos: NASA/JPL-Calech/University of Arizona

Na madrugada de dia 26 de Maio está prevista a chegada a Marte de mais uma sonda da NASA (National Aeronautics and Space Administration), a Mars Phoenix Lander, destinada a aprofundar o nosso conhecimento sobre o planeta vermelho. A NASA transmitirá a partir do seu centro de controlo na Califórnia (Jet Propulsion Laboratory) todo o processo de entrada, descida e aterragem da sonda. Esta emissão estará disponível em:
http://www.nasa.gov/multimedia/nasatv

Em Portugal, esta emissão será acompanhada em directo, a partir das 20h do dia 25 de Maio, no âmbito de uma sessão pública organizada pelo NUCLIO, a ter lugar no Instituto Geográfico do Exército, em Lisboa, na qual estarão também presentes diversos especialistas nacionais, actualmente envolvidos em projectos relevantes para a exploração de Marte.

Pode descobrir mais informação em:
http://www.nuclio.pt/projectos/000070.html

Nova sonda em Marte no domingo

Com a ajuda da Agência Espacial Europeia
Sonda Phoenix da NASA aterra domingo à noite em Marte
23.05.2008 - 14h50 Lusa


A missão vai recolher amostras do subsolo gelado marciano

A sonda Phoenix aterra domingo à noite em Marte, para recolher amostras de gelo e procurar material orgânico, numa manobra arriscada para a qual a NASA (Agência Espacial norte-americana) pediu pela primeira vez a ajuda da ESA (Agência Espacial Europeia).

A Mars Phoenix Lander concluirá assim um périplo de 679 milhões de quilómetros iniciado a 4 de Agosto de 2007 quando foi lançada na Florida para esta missão de três meses, orçada em 420 milhões de dólares (270 milhões de euros).

Para Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa, "a existirem vestígios de vida em Marte eles só poderão estar no subsolo, devido às condições hostis à vida prevalentes na superfície do planeta", com a intensidade das radiações ultravioleta e dos protões do vento solar, além das baixas temperaturas actuais.

Na sua perspectiva, "em fases recuadas da vida de Marte poderão ter existido essas condições, quando a inclinação do eixo de Marte, que vai mudando ao longo do tempo, permitiu uma incidência perpendicular do Sol e a existência de água no estado líquido".

E tendo existido vida no passado, "os seus rastos ficaram congelados no subsolo", afirmou. "Só pesquisando esse gelo se poderá determinar o que sobrou, quer de organismos vivos quer de reacções químicas de oxidação e redução associadas à vida".

Além de recolher amostras do subsolo gelado marciano, a missão representa o próximo passo da exploração de Marte ao determinar se essa região, que abrange cerca de 25 por cento da superfície do planeta, será habitável por futuras missões tripuladas.

Colaboração entre agências desde Janeiro

Paolo Ferri, director da Divisão de Missões do Sistema Solar e Planetário da ESA, indicou que a colaboração europeia na missão decorre desde Janeiro, "com a determinação da órbita da sonda através das antenas de espaço profundo das estações de rastreio em Cebreros, Espanha, e em New Norcia, Austrália".

Durante a fase de aterragem, a sonda europeia Mars Express receberá o sinal de rádio da Phoenix e transmiti-lo-á à Terra, para o Centro de Operações Espaciais Europeias da ESA em Darmstadt, na Alemanha, que o reencaminhará para a NASA.

A aterragem está prevista para as 00h38 de 26 de Maio (hora de Lisboa), na região do Pólo Norte de Marte, e a NASA pediu a ajuda da ESA para evitar que se repita o sucedido há nove anos com a Mars Polar Lander, quando se perdeu o contacto com ela e se despenhou no Pólo Sul do planeta vermelho.

A NASA tem actualmente na órbita de Marte as sondas Mars Reconnaissance Orbiter e Mars Odyssey, enquanto que a Mars Express da ESA está a 300 quilómetros do planeta.

Portugal segue manobra

As três seguirão a Phoenix durante a fase crítica da descida e aterragem, quando a sonda norte-americana entrar na atmosfera marciana a uma velocidade de 19.000 quilómetros por hora. Nos sete minutos seguintes, a que os engenheiros da missão chamam "os sete minutos de terror", a nave usará a fricção da atmosfera e um pára-quedas para reduzir a velocidade para apenas 8 quilómetros por hora.

Segundos antes da aterragem, a Phoenix accionará foguetes propulsores para garantir uma aterragem suave.

A confirmação de que a manobra decorreu com êxito só será no entanto conhecida na Terra 15 minutos depois, às 00h53 de segunda-feira (hora de Lisboa), segundo um comunicado da NASA, que transmitirá todos o processo de entrada na atmosfera, descida e aterragem no site www.nasa.gov/multimedia/nasatv.

Em Portugal, esta emissão poderá ser acompanhada em directo, a partir das 20h00 de domingo, numa sessão pública organizada pelo NUCLIO (Núcleo Interactivo de Astronomia) no Instituto do Exército, em Lisboa.

Com os seus dois painéis solares abertos, a Phoenix mede cinco metros de largura e 1,52 metros de comprimento, e pesa 350 quilogramas, 55 dos quais de instrumentos científicos, sendo a missão desempenhada a temperaturas entre 73 e 33 graus Celsius negativos.

Se tiver êxito, a sonda irá juntar-se no solo marciano aos robôs gémeos Spirit e Opportunity, que há quatro anos exploram zonas opostas no equador do planeta, mas, ao contrário destes, ficará imóvel. Embora os cientistas admitam que a Phoenix sobreviva cerca de um mês além dos seus 90 dias de missão, não terá o mesmo tempo de vida útil dos robôs gémeos, porque os seus painéis solares não produziram energia suficiente para a manter viva durante o Inverno marciano.


in Público - ler notícia

Descoberta de Sílica em Marte indica possibilidade de vida passada

Depósitos de sílica quase pura descobertos em 2007 pelo robot norte-americano Spirit em Marte, foram formados por vapores vulcânicos ou por géisers, ou até mesmo pelos dois, que atravessaram o solo e podem conter pistas de vida passada.

Segundo estudos de cientistas tais depósitos encontram-se na Terra à volta de chaminés hidrotermais, como as do parque nacional norte-americano de Yellowston, no Wyoming, célebre pelos seus fenómenos geotérmicos onde se encontram dois terços dos géisers do planeta, e inúmeras fontes de água quente.

Esta é a conclusão de estudiosos dos planetas que analisaram os dados recolhidos pelo espectrómetro de emissão termal (Miniature Thermal Emission Spectrometer) do robot 'Spirit', cujo gémeo 'Opportunity' se move nos antípodas de Marte.

A descoberta de depósitos de sílica na cratera de Gusev, situada na região equatorial do planeta vermelho, foi anunciada pela Nasa em 2007, tendo então sido objecto de um estudo detalhado cujos resultados das análises são publicados pela revista norte-americana 'Science'.

“Na Terra, os depósitos hidrotermais andam de mão dada com a vida e a sílica encontrando-se próxima destas aberturas contem frequentemente fósseis de restos de micróbios”, afirma Jack Farmer, professor de astrobiologia na Universidade do Estado do Arizona, um dos autores destes estudos.

“Mas não sabemos se este é o caso da sílica encontrada por 'Spirit', uma vez que o robot é desprovido de instrumentos que possam detectar vida microscópica”, acrescenta, em comunicado.

“O que podemos dizer é que este ambiente foi habitável com água líquida e presença de fontes de energia necessárias para a vida”, conclui Farmer.


in Ciência Hoje - ler notícia

Supernova - notícia

Supernova apanhada em flagrante no momento da explosão
21.05.2008 - 20h03 Clara Barata


A explosão foi registada quando a equipa de Maryam Modjaz estava a estudar uma supernova chamada SN 2007uy

No dia 7 de Janeiro, a equipa de Maryam Modjaz estava a estudar uma supernova chamada SN 2007uy, na galáxia em espiral NGC 2770, a 90 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação do Lince. Eis se não quando, dois dias depois, algo de inesperado acontece: uma emissão extremamente brilhante de raios-X, noutra zona da galáxia — era outra supernova em directo, uma estrela apanhada em flagrante a explodir.

Até agora, os astrónomos só tinham detectado supernovas alguns dias ou semanas depois de uma estrela ter explodido, disse Patricia Schady, do University College de Londres, outro elemento da equipa que descreve a descoberta amanhã na revista "Nature".

“Duas horas depois da emissão de raios X, vimos o que parecia uma bola de fogo em expansão de radiação ultravioleta” com o telescópio espacial Swift. “Houve tempo para pôr de vigia telescópios no espaço e na Terra, para ver os destroços radioactivos brilhantes durante os dias que se seguíram”, concluiu Schady, citada num comunicado de imprensa.

Uma supernova acontece quando o núcleo de uma estrela maciça gasta todo o combustível nuclear e cai sob o peso da sua própria gravidade, formando um objecto ultra-denso — uma estrela de neutrões. Esta comprime-se e depois volta a expandir-se, desencadeando uma onda de choque através das camadas exteriores gasosas e destrói a estrela.

Os modelos teóricos desenvolvidos pelos astrónomos previam que este choque produziria emissões de raios X muito brilhantes durante alguns minutos, mas até agora esse clarão não tinha sido detectado. “Esta observação é o melhor exemplo do que acontece quando uma estrela morre e nasce uma estrela de neutrões”, comentou Kim Page, da Universidade de Leicester, também da equipa.


in Público - ler notícia

24 maio, 2008

Museu de Ciência e Tecnologia de Coimbra galardoado com Prémio Micheletti pelo Forum Europeu dos Museus

O Museu de Ciência da Universidade de Coimbra foi galardoado ontem em Dublin, Irlanda, com o Prémio Micheletti de melhor museu europeu do ano na categoria de ciência e tecnologia, pelo Fórum Europeu dos Museus, divulgou fonte da Associação Portuguesa de Museologia.

O presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), João Neto, revelou que o Museu de Ciência da Universidade de Coimbra foi galardoado com o Prémio Micheletti entre cerca de 50 museus europeus. "Isto significa que, apesar de todas as dificuldades e do desinvestimento nos museus, as instituições europeias reconheceram o mérito da museologia e o melhor do que se faz em Portugal".

O presidente da APOM sublinhou a importância do prémio e afirmou que "as pessoas ficaram surpreendidas com a apresentação dos vários conceitos científicos" pelo museu.

Já em Novembro, o Museu de Ciência da Universidade de Coimbra foi galardoado com o Prémio de Melhor Museu Português pela APOM.

Segundo o sítio da Universidade de Coimbra, o Museu da Ciência desenvolve um projecto museológico de características ímpares no nosso país, que visa reunir o acervo científico disperso por vários museus universitários e faculdades, além dos acervos do Observatório Astronómico e do Instituto Geofísico, criando "um Museu da Ciência moderno e integrador, ao nível dos melhores existentes no mundo".

De acordo com vários especialistas internacionais, acrescenta, a Universidade de Coimbra detém um espólio na área da museologia sem comparação no nosso país, que configura um museu de capacidade internacional.

A generalidade destes museus é uma consequência da Reforma Pombalina, que deu origem a uma profunda reestruturação da área científica e à construção e adaptação de novos estabelecimentos ligados à investigação experimental.


in Público on-line - ler notícia

20 maio, 2008

Do Big Bang à Humanidade - filmes em Inglês

Recebido, via e-mail da GEOPOR, enviado pelo Doutor Paulo Legoinha:

Conjunto de vídeos, em inglês, publicados no “youtube”, abordando assuntos científicos diversos (Big Bang, Geologia, Biologia, Evolução, Método Científico, Criacionismo, entre outros). O autor tenta explicar o ponto de vista científico, em oposição ao Criacionismo. No total registam mais de 350.000 acessos num ano.

Precisa de 100 minutos para os observar na totalidade (cerca de 9'30'' cada):

http://metododirecto.pt/geopor/mod/forum/discuss.php?d=34

Pode também deixar algum comentário/questão, para debate nesta mailing-list ou naquele fórum.

18 maio, 2008

Asteróides e alunos portugueses em destaque

Ensino: Física ensina a Caçar no Universo
Alunos de Alvide anulam ameaça de asteróide

A 15 de Abril último, a NASA retirou da lista de objectos potencialmente perigosos, cuja rota pode colidir com o planeta Terra, o asteróide 2008EC69. Para retirar esta dor de cabeça aos cientistas da agência espacial norte-americana, foi fundamental o trabalho de três alunos de 12 anos, da Escola Secundária de Alvide, concelho de Cascais.


Carlos Filipe Martins, Mário Alexandre Borges e Miguel Duarte Ambrósio são os ‘caçadores de asteróides’ que realizaram a tarefa e cujos nomes constam no Minor Planet Electronic Circular, na página de internet www.cfa.harvard. edu/mpec/K08/K08G91.html.

Os três alunos mais os colegas Hugo Lopes, Rui Coelho e Fábio André, incentivados pela professora de Ciências Físico-Químicas, Ana Costa, todas as quartas-feiras trocam a brincadeira para se sentarem em frente a um computador a fim de observarem imagens do espaço cedidas pela Universidade Hardim-Simmons, no Texas, em que figuram potenciais asteróides. A 2 de Maio fica concluída esta tarefa e uma nova campanha arrancará no Outono.

A proeza da escola deixa os alunos orgulhosos. Em declarações ao CM, Carlos Martins recorda que os seus nomes constam de 44 páginas da internet e Mário Borges explica que os alunos polacos só têm mais sorte a caçar asteróides, porque são muitos mais.

Em Portugal, também a Escola Anselmo de Andrade, em Almada, tem alunos que estudam e tentam detectar asteróides. Mas, segundo explicou a professora Ana Costa, "não têm tido tanta sorte". Os alunos de Alvide contam ainda com a identificação de outro asteróide, o 2008GJ110, a que a NASA não aponta, contudo, um potencial perigo de colisão.

De acordo com a professora, "os alunos revelam um grande entusiasmo por tudo o que esteja associado à Astronomia". Por isso, decidiu levar para a sala de aulas o projecto Hands-on Universe (HOU), representando em Portugal pelo Nuclio – Núcleo Interactivo de Astronomia. "Com o tempo, estes seis alunos tornaram-se nos mais participativos", disse.

O maior quebra-cabeças são os problemas informáticos mas, para isso, os alunos contam com o apoio do professor de informática, Norberto Prada.

OLHO ESPACIAL

PROCURA DE ASTERÓIDE

O programa Internacional Asteroid Search Campaign envia todas as semanas para a escola deAlvide imagens com objectos celestes em movimento.

TRATAR IMAGEM

Os alunos observam os objectos que possuem informação complementar sobre a sua curvatura, que serve como pista para o objecto ser aceite ou rejeitado.

CEM OBJECTOS

Em média, cada aluno observa cerca de cem objectos celestes por hora. A maioria é rejeitada.


in Correio da Manhã - notícia de 27.04.2008

Procura-se astronauta

Segunda-feira a Agência Espacial Europeia inicia o recrutamento
Quer ser o primeiro astronauta português? Candidate-se
16.05.2008 - 09h00 Teresa Firmino

Luís Miguel Vaz, 24 anos, licenciado em engenharia aeroespacial, a tirar a licença de piloto de aviões comerciais, sonha em ser astronauta. João Roque, 43 anos, comandante da TAP, também. David Marçal, 31 anos, bioquímico do Instituto de Tecnologia e Química Biológica de Oeiras, idem. Ontem de manhã, contavam-se entre os muitos interessados que foram ao Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, para saber como podiam candidatar-se a astronautas da Agência Espacial Europeia (ESA).

A partir de segunda-feira, nos 17 países-membros da ESA, Portugal incluído, desde 2000, a agência espacial inicia o recrutamento dos próximos quatro felizardos que integrarão o seu corpo de astronautas em Junho de 2009 (actualmente são oito). Até 15 de Junho, quem quiser tentar a sorte terá de preencher um formulário disponível no "site" da ESA e fazer os primeiros exames médicos, idênticos aos dos pilotos. "Esperamos 30 mil, 40 mil, 50 mil candidatos", disse Horst Schaarschmidt, do Centro Europeu de Astronautas, a uma plateia cheia. Na primeira fase da selecção, a ESA reduzirá a mil os aspirantes a astronautas. Uma bateria de testes psicológicos e médicos e uma entrevista são as etapas seguintes.

Perante a imensa lista de aspectos escrutinados, Schaarschmidt sossegou: "O objectivo não é procurar o super-homem ou a supermulher, é procurar pessoas que desempenhem as tarefas de um astronauta". Acrescentou: "Procuramos dois tipos de astronautas: os cientistas, que têm de ter formação em ciências naturais e pelo menos três anos de experiência profissional; e os pilotos, que precisam de mil horas de voo e uma licenciatura em engenharia aeronáutica ou ser piloto de testes."

Se, além daqueles requisitos, tem entre 27 e 37 anos, de preferência, pode concretizar o sonho de ser astronauta. A ESA só recrutou astronautas em 1978 e em 1992. É a primeira vez que Portugal pode participar, porque antes não pertencia à ESA.

Para promover o recrutamento de portugueses, veio ainda o astronauta alemão Ernst Messerschmid (já não está no activo), que advertiu os candidatos de que podem passar anos até um astronauta ir ao espaço e recomendou aos candidatos: "continuem a estudar", "mantenham-se saudáveis e façam montanhismo, vão ao ginásio...", "melhorem o inglês", "falem em público", "não dêem ouvidos aos que pensam que é muito difícil", "leiam livros" e "sejam felizes".

Como futuro piloto, Luís Miguel Vaz já tem os primeiros exames médicos. "Não digo que seja um objectivo de vida, que é difícil realizar, mas ser astronauta é o sonho máximo da área a que estou ligado."

Quanto a David Marçal, fez os exames exigidos anteontem. Porquê astronauta? "Foi a primeira coisa que quis ser quando era criança. Viver experiências fora da Terra parece-me uma oportunidade preciosa. Este concurso aparece na altura em que termino o doutoramento, é o fim de um ciclo."

Da plateia, João Roque quis saber por que pedem pilotos. A ESA precisa de astronautas que pilotem naves, disseram-lhe. E Ricardo Patrício, 31 anos, da empresa Active Space, perguntou ao ministro da Ciência se o facto de Portugal não participar no programa de voos espaciais humanos da ESA limita as hipóteses dos candidatos portugueses. Mariano Gago ignorou a pergunta; Schaarschmidt respondeu: "É uma questão que terá de ser considerada daqui a um ano, na selecção final." Questionado à margem pelos jornalistas, Mariano Gago disse: "Não cabe na cabeça de alguém que não estejamos no programa dentro de um ano."


in Público - ler notícia

10 maio, 2008

Mapas (terrestres) no Live Search Maps da Microsoft

A Microsoft criou um site com mapas que é fantástico...!

http://maps.live.com/

A título de exemplo, eis o Castelo de Leiria na vista 3D Bird's Eye:


Para aceder a mapa com esta imagem, clicar AQUI.

08 maio, 2008

Não há problema, porque a Ministra raramente vai às Escolas...

Resultado de levantamentos feitos pelas direcções regionais
Ministério da Educação revela que 59 por cento das escolas têm amianto
08.05.2008 - 12h32 PÚBLICO

Actualmente, 59 por cento das escolas têm coberturas de chapas de fibrocimento que contêm amianto, segundo um estudo baseado nos levantamentos realizados pelas direcções regionais de Educação, de Novembro do ano passado. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues recusou prestar declarações, segundo a TSF.

Segundo o “Diário de Notícias”, este levantamento surgiu em resposta a um requerimento da deputada Heloísa Apolónia, do partido ecologista “Os Verdes” sobre a existência de amianto nas escolas. No entanto, o ministério não adianta o número de escolas que investigou.

A resposta ao partido diz também que “os valores de partículas de amianto [em suspensão] estão muito abaixo do valor legalmente admitido”.

Segundo uma resolução da Assembleia da República de 2003 o Governo deve ter uma listagem com os edifícios públicos que contenham amianto.

in Público on-line - ler notícia

Saturno por entre as núvens

Olá a todos.
Finalmente houve uma pequena trégua das nuvens (de acordo com o termo da moda seria "uma janela de oportunidade") que permitiram um breve sacudir do pó do equipamento astronómico.
A ideia inicial seria captar Mercúrio, mas como estava muito baixo, a turbulência atmosférica não o permitiu; bom, partimos para outro planeta do nosso Sistema Solar.
O resultado foi este Saturno:



Cumprimentos
(c) JC/2008

07 maio, 2008

Professores emigrantes

Recebido, via e-mail da GEOPOR, do Doutor Paulo Legoinha:


Face às dificuldades e obstáculos em Portugal, jovens licenciadas em Ensino de Ciências da Natureza (FCTUNL) procuram prosseguir carreira de ensino no sistema educativo inglês. Ver em:

Que sejam bem sucedidas!

06 maio, 2008

Observar Mercúrio

Observatório Astronómico de Lisboa
Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa

OBSERVANDO MERCÚRIO

Dos oito planetas do Sistema Solar, apenas cinco podem ser observados a olho nú. Um destes planetas é Mercúrio, um objecto elusivo que nunca se afasta suficientemente do Sol de forma a permitir uma boa observação. No entanto, durante este mês, todos os apaixonados por Astronomia terão condições excelentes para o poder observar.

Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, foi baptizado com o nome do deus romano encarregue de levar as mensagens a Júpiter, pois aparentava mover-se mais depressa do que os outros planetas. Para além de não possuir satélites naturais, depois da despromoção de Plutão a planeta anão, Mercúrio passou a ser o planeta mais pequeno do Sistema Solar. Dada a sua proximidade do Sol e a inexistência de atmosfera, as temperaturas à superfície deste planeta variam entre os -184 ºC à noite e os 482 ºC ao meio dia.

Na sua órbita em torno do Sol, Mercúrio aproxima-se deste seguindo o seu trajecto e passando por trás do astro rei. Eventualmente, Mercúrio acaba por reaparecer por detrás do Sol no lado oposto, começando a afastar-se da sua estrela. Em ambas as situações Mercúrio fica mais brilhante, sendo por isso possível observa-lo em melhores condições. Na primeira situação, Mercúrio é facilmente visível durante o crepúsculo matutino, ou seja, ao nascer do dia, enquanto que na segunda isto acontece ao final da tarde e princípio da noite. Cada uma destas situações ocorre três vezes por ano, sendo que uma delas começou no dia 24 de Abril abrindo uma janela para a observação do pequeno planeta rochoso até 29 de Maio.

Actualmente, Mercúrio progride para a fase de "quarto minguante", o que o mantém ainda relativamente brilhante. Por exemplo, no dia 11 de Maio e durante cerca de uma hora e 53 minutos após o ocaso do Sol, poderá ser observado como um astro de tom amarelo-alaranjado (caso o tempo assim o permita), com uma magnitude de 0 que é aproximadamente a da estrela Vega.

Durante este mês o astro irá gradualmente perder o seu brilho, embora seja neste período que os habitantes do hemisfério Norte poderão vê-lo melhor. Na primeira quinzena de Maio, apesar de Mercúrio se tornar progressivamente menos brilhante, o planeta começa a ganhar altura em relação ao horizonte, à medida que se afasta do Sol.

No dia 14 de Maio Mercúrio atinge a sua maior elongação de 22ºE (distância angular em relação ao Sol), sendo por isso visível acima do horizonte até duas horas após o pôr-do-sol. Nessa noite, apenas metade da sua superfície estará iluminada.

Nos dias seguintes, o astro perderá brilho mais rapidamente, até deixar de ser visível no dia 29 de Maio.

Entre 17 de Junho e 22 de Julho haverá uma nova oportunidade de observação, mas desta vez ao final da noite e crepúsculo matutino. Contudo, nesta altura as condições de visibilidade não serão tão boas.

Para mais informações, consulte:
http://www.oal.ul.pt/download/mercurio_final.pdf

Para obter mais informação sobre a Visibilidade dos Planetas, consulte:
http://www.oal.ul.pt/index.php?link=almanaques


Fonte: mailing-list Astronovas (Inscrição: envie uma mensagem vazia para o endereço: astronovas-subscribe@oal.ul.pt)