29 setembro, 2006

avaliassão dus prufeçores, versão 2.0

Com algum atraso (desta vez as nossas fontes não colaboraram...) aqui fica mais humor do Ministério da Inducassão - aproveitem, visto o S. Pedro não permitir haver observação......








Viagem de Estrelas


Na sexta-feira 8 de Setembro, no âmbito de mais uma etapa da nossa acção, viajámos até à zona do Porto para visitar-mos quer o Visionarium, quer o Planetarium respectivamente de Sta. Maria da Feira e Espinho. Assim, com partida prevista para as 8.30 horas, iniciámos a nossa viagem rumo ao norte por volta das 9. Rodando a boa velocidade - apesar do autocarro já ter os dias contados, chegámos a Sta. Maria da Feira e pudemos desfrutar, de todos os equipamentos de que o parque dispõe pois o tempo estava ameno e o parque do Visionariam convidava, a breves momentos de descontracção. Na hora prevista, iniciámos a nossa visita guiada ao interior do Visionariam, onde após termos assistido a algumas projecções didácticas e virtuais sobre o Universo, em ambiente de estúdio, o nosso guia conduziu-nos pelas cinco principais valências do local e, onde usando todos os apetrechos técnicos que se nos iam deparando no percurso, aprendemos praticando, conceitos da física e da astronomia que explicam algumas das descobertas feitas pelo homem. Concluída esta visita e, porque era já hora de almoço o nosso organizador e cicerone, Fernando Martins teve a honra de nos guiar a um magnífico restaurante, denominado Cruzeiro onde eu e a maioria saboreámos uma não menos magnifica Picanha à Brasileira, acompanhada por um tinto da casa.
Em velocidade de “cruzeiro” viajámos para Espinho, onde no Parque Multimeios à hora prevista, assistimos sentados/deitados e com uma cúpula oval sobre as nossas cabeças, à passagem de imagens virtuais dos principais planetas e corpos celestes que compõem o Universo. Fazendo-nos viajar no espaço e acompanhado de uma narração acessível este Planetarium, é sem dúvida um local de grande qualidade técnica onde o som e a imagem nos transportam para uma atmosfera completamente fascinante.
Eu gostei …

27 setembro, 2006

Adiamento da Observação

ADIAMENTO

Como a previsão* do IM dá muita chuva para 6ª-feira, a Observação Final será adiada. A nova data é 13.10.2006 (noite de 6ª) em Quarto Minguante, caso S. Pedro colabore...

* 6ª Feira, 29 de Setembro de 2006: Céu muito nublado, com boas abertas no Baixo Alentejo e no Algarve.Períodos de chuva, mais frequentes nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, sendo por vezes moderada no Minho e Douro Litoral a partir do fim da tarde. Vento fraco a moderado (inferior a 25 km/h) de sudoeste, soprando moderado a forte (25 a 40 km/h), com rajadas, nas terras altas do Norte e Centro a partir da tarde. Pequena descida de temperatura nas regiões do Interior Norte. Neblina ou nevoeiro.

26 setembro, 2006

IGUC cria base de dados de Marte

Na revista on-line Ciência Hoje é referido o meu ex-professor Ivo Alves, num artigo muito interessante:
Cientista português cria maior base mundial de links de imagens de Marte
2006-09-26

Um cientista do Instituto Geofísico da Universidade de Coimbra criou a base de dados de ligações de acesso a imagens de Marte mais completa do mundo, numa contribuição para o estudo dos processos geológicos marcianos. O MIMS (Mars Image Mining System), um sistema único no mundo, resultou de uma longa pesquisa, tratamento e reconversão de dados, e reúne mais de 300 mil imagens do "planeta vermelho", disse hoje à Lusa o professor Ivo Alves, que li gerou todo o processo de construção.
O MIMS (Mars Image Mining System), um sistema único no mundo, resultou de uma longa pesquisa, tratamento e reconversão de dados, e reúne mais de 300 mi l imagens do "planeta vermelho", disse hoje à Lusa o professor Ivo Alves, que liderou todo o processo de construção.
Os "links" para as imagens, recolhidas nos servidores das agências espaciais e captadas nas missões realizadas até agora pelas naves Mariner 9, Viking 1 e 2, Mars Global Surveyor, Mars Odissey e Mars Express, estão disponíveis no site do Instituto Geofísico (www.uc.pt/iguc), precisou Ivo Alves.
"Trata-se de 35 anos de imagens que, se estivessem impressas, encheriam a Torre do Tombo e ainda faltaria espaço", comentou este docente de Geofísica n o departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e do Instituto Geofísico.
O trabalho desde geólogo, que contou com a colaboração do estudante de doutoramento David Vaz, consistiu em recolher os índices das imagens nos índices dos servidores de agências como a NASA e a ESA e uniformizá-los num software de formato consistente - explicou.

Acesso simultâneo a dados de várias missões
Ao consultar o MIMS, com base em critérios como definição de imagem, co ordenadas geográficas ou nome do local, o utilizador dispõe de uma ferramenta que lhe permite aceder simultaneamente a dados de várias missões e avaliar a evolução (de 1971 a 2005) da geodinâmica externa em Marte, o que constituiu o principal motivo da criação do sistema - salientou.
Assim, será possível procurar imagens do mesmo local captadas por missões diferentes, podendo estudar-se, por exemplo, a evolução no tempo dos processos geológicos de superfície, como o aparecimento de água, a formação de crateras ou a evolução de campos de dunas. "O projecto demorou quase dois anos a concretizar e está em constante actualização, à medida que forem chegando novos dados", disse Ivo Alves. "As últimas imagens do site são de Dezembro de 2005, mas serão feitas actualizações até finais de 2006", acrescentou. Um artigo sobre este projecto está publicado na edição online da revista "Computers & Geosciences", da Associação Internacional para a Geologia Matemática, devendo em breve publicado na edição impressa.
Para ir ao local onde está disponibilizado, para download, clicar aqui.

Trabalhos finais e Observação robotizada

1. Os trabalhos finais da Acção
É necessário entregar (por mão ou por e-mail) até à última sessão.
NOTA: Como a última sessão foi alterada, a data de entrega passa a ser 13.10.2006.
2. Observação robotizada
Iremos realizar em 05.10.2006 (feriado) uma Sessão de Formação para quem quiser aprender a trabalhar com um telescópio por controlo remoto (situado nos USA...) para realizar astrofotografia. Os interessados em participar devem informar-me...

24 setembro, 2006

Comemorações do Equinócio III

Foto do levantamento, do GEMA Blog:

Nota: é favor clicar na imagem...

Comemorações do Equinócio II

O Correio da Manhã, na sua edição de hoje (24.09.2006) publica, numa grande notícia, a tentativa de levantamento do Menir, aqui previamente referida:

‘MegaConserto’: Reguengos de Monsaraz
Menir resiste no chão



A força foi muita e a vontade dos populares também. Mas, apesar das mais de 150 ajudas que compareceram ontem na Herdade do Barrocal, Reguengos de Monsaraz, revelou-se muito difícil levantar do chão, através de métodos primitivos (força física, paus e cordas), um menir com cerca de 15 toneladas e mais de cinco metros de altura.

Durante cinco horas, a última das quais iluminada pelos faróis de diversos automóveis, mais de 30 homens, mulheres e crianças manejaram as alavancas de madeira colocadas por debaixo do menir. Outras 120 puxaram as cordas, mas apenas conseguiram colocá-lo a 45 graus acima do chão.

Hoje, o trabalho, em tudo semelhante aos processos utilizados na Pré-História, irá continuar com a ajuda de populares por forma a colocar o menir tombado no respectivo lugar. Se eles não comparecerem em número suficiente, o processo será concluído com a auxílio de máquinas.

“Não temos pressas porque isto não é uma obra de construção civil. O importante é que as pessoas participem e percebam o quanto era difícil levantar um menir com processos técnicos e com materiais acessíveis na Pré-História”, referiu o arqueólogo Manuel Calado, um dos responsáveis por este ‘megaconserto’ que decorreu no equinócio de Outubro: “Esta é uma data simbólica porque hoje o Sol nasceu exactamente a Leste. Este menir poderá estar relacionado com os astros porque estava também virado a Leste.”

Apesar do esforço, o ambiente de festa e o espírito de grupo nunca abandonaram os participantes na iniciativa. Filipa Silva, aluna da Faculdade de Letras de Lisboa, esteve sempre na linha da frente, tanto nas alavancas como nas cordas: “Não é fácil. Vamos conseguir”, declarou, convicta, ao CM. Um pouco mais atrás nas cordas, José Guerreiro, de Reguengos, sugeria: “Se não tivermos cuidado, os paus do tripé que ajudam a levantar o menir podem partir-se com a pressão.”

Quando o menir estiver levantado, a Herdade do Barrocal deixará um trilho aberto para que as pessoas o possam visitar.

MONUMENTO RELIGIOSO OU UM MARCO

Os menires são monumentos pré-históricos em pedra, cravados verticalmente no solo, às vezes bastante grandes. Para erigi-los, os homens provavelmente começavam por levantar uma coluna em honra de um deus ou de um acontecimento, embora a maioria dos historiadores os relacionem com o culto da fecundidade (menir isolado), um marco territorial (isolado), um orientador de local (isolado) ou um santuário religioso (em círculo, de que Stonehenge, em Inglaterra, é o exemplo mais famoso).

As primeiras construções megalíticas da Europa Ocidental localizam-se em Portugal e datam de finais do VI milénio antes da nossa era. O Cromeleque dos Almendres, a 13 quilómetros de Évora, é o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibéria e um dos mais importantes da Europa.

FESTA REGADA A TINTO DE REGUENGOS

Para que os populares ganhassem uma força extra para ajudarem a levantar o menir, os promotores do ‘megaconserto’ promoveram uma grande festa com churrasco gratuito à mistura. Entre o entrecosto e as febras grelhadas, o chouriço e o pão alentejano, o que teve mais ‘saída’ foi o vinho novo da Adega Cooperativa de Reguengos. “Já há por aí uns quantos bem ‘lubrificados’... As garrafas têm desaparecido daqui com grande velocidade”, disse ao CM Manuel Bugalho, um dos homens que estava a distribuir comida e bebidas pelas mais de 300 pessoas que estiveram na Herdade do Barrocal.

A meio da tarde, muitos dos que acorreram ao local, sobretudo os mais jovens, já estavam encostados aos fardos de palha colocados por debaixo dos sobreiros a fazer de bancos. “O vinho não perdoa para mais quando é à borla!”, comentou um outro homem de serviço ao ‘bar’.

Entre os populares que assistiam ao levantar do menir estavam algumas figuras da política nacional e local. O presidente da Câmara de Reguengos, Vítor Martelo, apareceu à tarde acompanhado pelo eurodeputado socialista Capoulas Santos. O ex-eurodeputado do CDS-PP, Rosado Fernandes, também assistiu ao ‘conserto’.

HISTÓRIA

O MAIOR

Com 5,70 metros de altura, o menir do Barrocal é o maior encontrado no distrito de Évora e reconhecido, pelas dimensões e significado científico, como um dos mais importantes da Península Ibérica.

ALQUEVA

Descoberto no início do enchimento da barragem do Alqueca, foi removido durante trabalhos agrícolas realizados na Herdade do Barrocal, entre S. Pedro do Corval e Monsaraz.

ÉVORA À FRENTE

O distrito de Évora é a área da Península Ibérica onde existe maior número de monumentos megalíticos: só no concelho de Reguengos de Monsaraz existem mais de 150 identificados.

CINCO MIL ANOS

Os menires que têm sido encontrados datam de há cerca de cinco mil anos e estão relacionados com as estruturas culturais das primeiras comunidades de agricultores da região.

CM - texto de Alexandre M. Silva, Évora (24.09.2006)

23 setembro, 2006

A verdadeira The face on Mars

Do portal da ESA - Agência Espacial Europeia - retirámos a seguinte notícia:


A sonda espacial Mars Express da ESA obteve imagens da região Cydonia, o local onde se encontra a famosa “Face em Marte”. As fotografias da HRSC (a câmara estéreo de alta resolução a bordo da sonda) incluem algumas das imagens mais espectaculares jamais obtidas do Planeta Vermelho.
Depois de várias tentativas frustradas, devido à altitude e à poeira e névoa atmosféricas, para obter imagens da região de Cydonia no período de Abril de 2004 a Julho de 2006, a HRSC a bordo da Mars Express obteve finalmente, a 22 de Julho, uma série de imagens que mostram a famosa ‘face’em Marte com um detalhe sem precedentes.

Os dados foram recolhidos durante a orbita 3253 sobre a região da Cydonia, com uma resolução no solo de aproximadamente 13,7 metros por pixel. A região Cydonia encontra-se aproximadamente a 40,75º Norte e 350,54º Este.

“Estas imagens da região de Marte Cydonia são verdadeiramente espectaculares”, disse o Dr. Agustin Chicarro, cientista do Projecto Mars Express. “Elas fornecem não só uma visão completamente nova e detalhada de uma área famosa para os fãs dos mitos espaciais em todo o mundo, mas também um detalhe impressionante de uma área de grande interesse para os geólogos planetários, e mostra mais uma vez o grande potencial da câmara da Mars Express.”

A Cydonia está localizada na região de Marte Arabia Terra e pertence à zona de transição entre terras altas do sul e as planícies do Norte de Marte. Esta transição é caracterizada por largos vales, cheios de material resíduo e de pequenas elevações isoladas de várias formas e dimensões.


NOTA: Para comparação, publicamos a foto original, da NASA, que os Ufologistas diziam comprovar a existência de ET's...


21 setembro, 2006

Comemorações sui generis do Equinócio

Do GEMA - grupo de estudos do megalitismo alentejano - recebemos a seguinte proposta de actividade, para celebrar dignamente a chegada do Equinócio do Outono:


Megaconserto
Equinócio de Outono | 23 de Setembro de 2006

Venha levantar o maior menir tombado da Península Ibérica.
A partir das 15h.


Megaconcerto
The Zani Dislexic Band
Felipe Melo
Jam Session
A partir das 19h.

Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz | Herdade do Barrocal de S.Lourenço


PS - Quanto ao calhau propriamente dito:

Barrocal | Reguengos de Monsaraz

CMP 1/25000: 473
Coordenadas Militares Hayford Gauss Datum Lisboa (metros): M=262790 P=164093

Descrição
Monólito tombado, de forma achatada, de tipo “lâmina de punhal”. Na metade superior da face visível, observam-se algumas gravuras (serpentiforme, círculos, semi-círculos e báculo).

Contexto arqueológico
O menir insere-se numa área muito rica, em termos de povoamento neolítico, dominando visualmente o território de Monsaraz, onde se localizam os menires do Outeiro e da Belhoa, assim como as antas do Olival da Pega e da Belhoa.

Contexto paisagístico
Trata-se de uma área de granodioritos e tonalitos, em que o menir ocupa uma pequena clareira, sem afloramentos visíveis; o menir localiza-se na parte superior de uma encosta pouco declivosa, exposta a Nascente.

Observações
O menir foi escavado e parcialmente publicado, por M. V.Gomes.

19 setembro, 2006

Observação com telescópio remoto


O Hands-On Universe, PORTUGAL, mandou-me o seguinte e-mail:

Boa noite
Para Outubro, Portugal tem disponível dois tempos de observação com o Telescópio Ironwood North (no Arizona). Escolas interessadas em utilizar este telescópio, contactem-nos.

Os dias são: 5,7,12,14,17,19, 26 e 28. As noites - que em Portugal são "manhãs" - estão divididas em 3 tempos de observação: 8:00-9:30, 9:30-11:00, 11:00-12:30. Podem consultar os tempos de observação ainda não escolhidos no LINK.

Também podem já ver para o mês de Novembro.

O Ironwood North Observatory é um telescópio de 25 cm (LX-200 10” f6.3), com uma câmara CCD (ST9 - 512x512) e 4 filtros (LRGB), que se encontra no Arizona e pode ser operado remotamente. Este telescópio é de fácil utilização e permite obter excelentes imagens. Podem consultar as observações realizadas por duas escolas portuguesas neste LINK.

O Hands-On Universe dos EUA estabeleceu um acordo com o dono do telescópio, Frank Pino, que permite as escolas americanas utilizarem o telescópio a partir da meia-noite (hora do Arizona). Como sobram bastantes noites, o Hands-On Universe americano está a estender esta oferta a escolas do European Hands-On Universe. Penso que é uma excelente oportunidade para professores, alunos e clubes de astronomia.

Aguardo manifestações de interesse!
Um abraço
Maria Luísa Teixeira de Almeida

PT-HOU
http://www.pt.euhou.net/


NUCLIO-Núcleo Interactivo de Astronomia

http://www.nuclio.pt/


Quem quer fazer uma observaçãozinha via Internet...? Vejam que fotos fantásticas fizeram alunos portugueses com esta tecnologia:


Galáxia M101 (em baixo) e M104 - Sombrero (em cima)

18 setembro, 2006

Planetas anões e Éris


Da Wikipédia (a enciclopédia interactiva da Internet) retirámos a seguinte definição:

"Um planeta anão é um corpo celeste muito semelhante a um planeta, dado que orbita em volta do Sol e possui gravidade suficiente para assumir uma forma com equilíbirio hidrostático (aproximadamente esférica), porém não possui uma órbita desempedida. Um exemplo é Ceres que, localizado na cintura de asteróides, possui o caminho de sua órbita repleto daqueles pequenos astros.

De momento conhecem-se três planetas anões no sistema solar, são eles: Plutão, Éris e Ceres."

Se Plutão (ou o planeta duplo Plutão-Caronte, para ser mais preciso...) e Ceres não são propriamente desconhecidos (com a curiosidade de Ceres também, no século XIX, ter sido considerado algum tempo um planeta principal...) já Éris é o nome oficial (finalmente...) que a IAU deu a Xena (o estúpido nome que alguns deram ao astro 2003 UB313, antes de este ter nome oficial). Citando novamente o texto da Wikipédia sobre Éris:

"Éris é um planeta anão nos confins do sistema solar, numa região do sistema solar conhecida como disco disperso. É o maior planeta-anão do sistema solar e quando foi descoberto, ficou desde logo informalmente conhecido como o 'décimo planeta', devido a ser maior que o então planeta Plutão.

Éris tem um período orbital de cerca de 560 anos e encontra-se a cerca de 97 UA do Sol, em seu afélio. Como Plutão, a sua órbita é bastante excêntrica, e leva o planeta a uma distância de apenas 35 UA do Sol no seu periélio (a distância de Plutão ao Sol varia entre 29 e 49,5 UA, enquanto que a órbita de Neptuno fica por cerca de 30 UA)."

Curiosamente este planeta anão tem um satélite, que na proporção lembra o caso da Terra e da Lua:

"A lua de Éris, Disnomia, foi descoberta a 10 de Setembro de 2005. Estima-se que Disnomia seja oito vezes menor e sessenta vezes menos brilhante que Éris e que orbite esse último em cerca de catorze dias.

O sistema Éris-Disnomia parece semelhante ao sistema Terra-Lua. Apesar das dimensões mais reduzidas dos dois objectos, o satélite de Éris está dez vezes mais próximo do planeta que orbita que a Lua da Terra apesar de ser oito vezes menor que a nossa lua."

17 setembro, 2006

A visão social da Astronomia

Antes de ontem, num noticiário da SIC, tive a oportunidade de ver uma reportagem sobre um grupo de professoras que iam ao hospital pediátrico D. Estefânia para darem às crianças um apoio lectivo, mas que naquela situação, penso que claramente se enquadra também numa prática destinada a tornar mais suave a passagem das crianças pelo hospital, aliviando o seu sofrimento com pequenas actividades leves. Numa dessas actividades, de desenho livre, uma das crianças desenho um sistema planetário. Bem bonito e bem colorido :) e quando a repórter lhe perguntou se gostava daqueles temas ele respondeu que sim, muito...
A Astronomia é, algo que encanta as crianças. Pode parecer uma frase feita, mas por vezes as frases feitas devem estar sempre presentes para nos alertar de coisas na vida que não conseguimos fazer, ou não queremos fazer...a Astronomia, óbviamente, encanta tanto as crianças como os adultos, mas a mente da criança está nitidamente mais aberta ao desafio que a Astronomia revela a todos nós, pois essa mente mais infantil tem extremas semelhanças com a essência desse desafio.
Penso assim que a Astronomia pode, e deve ter uma componente e uma visão social junto das crianças, quer das crianças normais, quer das crianças e mesmo adolescentes com alguns graus de deficiência. Quantas crianças e jovens não terão as CERCI's, com enorme curiosidade e enorme desejo de viver uma experiência diferente?
Nunca se falou nesta questão em Portugal...mas penso que seria importante que se começásse a pensar pelo menos em pequenas experiências piloto, de visitas das associações e grupos de astronomia amadora aos hospitais, e a outras instituições. Penso que, se temos na mão um instrumento que desperta os sonhos e a força para aguentar uma provação, ou um estado de vida, então a nossa visão da Astronomia deve ser mais larga, ao ponto de nos tocar nós mesmos, na forma de uma acção de serviço em relação aos nosso próximo.

16 setembro, 2006

Serra de Estrelas

Casal Vale de Ventos, 30/06/2006

Tendo em vista, mais uma observação astronómica, no âmbito da Acção de Formação a que tenho tido o privilégio de assistir, mais uma vez vou dar a conhecer um pouco do que se passou neste dia, em plena serra do PNSAC. Assim, após breve concentração junto à Escola Dr. Correia Mateus lá partimos com os nossos carros rumo ao concelho de Porto de Mós, devidamente apetrechados quer de mantimentos, quer de instrumentos astronómicos de observação, onde nos esperava uma acolhedora e muito simpática Casa Abrigo. Com uma noite razoavelmente agradável, mas não muito estável em termos de “Céu limpo e Pouco nublado” conforme convém a uma boa observação, o colega João Nelson - profundo conhecedor, começou por instalar os telescópios, aproveitando o facto para prestar alguns esclarecimentos e conceitos técnicos, sobre tipos de telescópios, ângulos de observação, espelhos reflectores e outros mecanismos que fazem parte de toda a estrutura de um telescópio. Instalados os telescópios e, enquanto as brasas já aqueciam a casa, grelhavam as carnes e a mesa estava composta, o responsável e mentor da acção – Fernando Martins - de, quando em vez, lá nos ia chamando à atenção, para a observação de corpos celestes, sempre que o céu o permitia, identificando-os e referenciando-os. Muito embora a noite não estivesse famosa, ainda assim, pontualmente, foi possível observar constelações e alguns pontos de luz.

Com a barriga cheia, os olhos estrelados e uma cama fofa à minha espera, assim terminei mais uma etapa desta acção à qual presto a minha homenagem publicando algumas imagens, em resultado de uma breve pesquisa. Aqui vai…


Tipos de Telescópios

Variação conforme a óptica utilizada:


Telescópios Refractores:


Utilizam lente ou conjunto de lentes na função de elemento primário de captura da luz ou objectiva (são vulgarmente chamados de Lunetas, talvez pelo fato dos modelos mais comuns serem adequados principalmente para ver a Lua com uma boa qualidade de imagem). O 'F' na imagem é o ponto focal do telescópio (ponto onde os raios de luz que incidem na óptica convergem). A distância da lente/espelho ao ponto focal é a distância focal do telescópio e determina as suas características.


Telescópios Reflectores:


Utilizam um espelho primário côncavo para colectar a luz e formar a imagem. No telescópio reflector Newtoniano, a luz é reflectida para um pequeno espelho inclinado em 45º que desvia a luz para uma abertura lateral do tubo, onde fica a ocular. São os telescópios de melhor custo-benefício encontrados, portanto muito indicados para o nível introdutório.

Telescópios Catadióptricos:
Empregam ambos elementos: espelho e lente, resultando em uma configuração que proporciona telescópios pequenos e portáteis e com óptimo poder de ampliação. No entanto requerem maior tecnologia para serem fabricados, o que os tornam mais caros.

Os tipos mais comuns de catadióptricos são:
  • Cassegrain, onde a lente frontal é uma lente plana.
  • Schmidt-Cassegrain, onde a lente frontal é uma lente complexa chamada de placa corretora, que tem a função de reduzir a aberração esférica do espelho principal.
  • Maksutov-Cassegrain, onde a placa corretora é uma lente chamada de menisco-divergente.

14 setembro, 2006

Binos

Então já alguém comprou os binos do Lidl?
Ou vocês não ligam pevas para a Astronomia?

Noites propícias para observar


Não se esqueçam que, depois da borrasca, vem a bonança...

Por isso, nestas alturas, se chover durante o dia, por vezes (só às vezes) o céu fica limpo das poeiras, e a noite torna-se propícia para observações. Foi o que aconteceu na noite passada durante as primeiras horas, com a benesse da Lua não estragar a observação.

Aproveitem para olhar o céu com binóculos, peguem numa carta celeste, há muitas na net, e já estão neste blog vários links para elas.

Céus limpos para todos.

12 setembro, 2006

Festival de Astronomia em V.ª N.ª de Paiva


Sendo uma iniciativa inédita, Vila Nova de Paiva realizará nos próximos dias 15, 16 e 17 de Setembro o seu 1º Festival de Astronomia. Este Festival procura projectar e dinamizar o Parque Botânico Arbutus do Demo a nível nacional como um local propício à realização de estudos de Astronomia e Botânica.

As inscrições estarão abertas até dia 13 de Setembro e poderão ser efectuadas pelo telefone 232 609 900 ou através do e-mail gtf@cm-vilanovadepaiva.pt.

O preço das conferências será de € 5 por pessoa e € 2,5 para os jovens dos 7 aos 14 anos. As restantes actividades serão gratuitas.

Para mais informações, contactar a Eng. Alexandra Campos ou Ana Sofia Pires pelo telefone 232 609 900, ou consultar o portal www.cm-vilanovadepaiva.pt.


PROGRAMA

Dia 15
18h00 - Recepção
18h30 - Abertura
19h00 - Conferência "Nem o Céu como Limite" (Dr.. Rui Barbosa) no Auditório Municipal Carlos Paredes


Dia 16
10h00 - Conferência: "Ainda o Protector Solar?" (Dr. Alexandre Aibéo) no Auditório Municipal C. P.

Atelier: "Uma Textura de Fibra" (Ana Martins / Ricardo Martins) no Parque Botânico Arbutus do Demo

12h00 - Almoço livre

15h00 - Atelier "A Infusão das Essências"(Eng.Joaquim Morgado) no Parque Botânico Arbutus do Demo

Visita ao Parque
"À Procura da Flor mais Bela" (Dr. Paulo Barracosa)
"Em Busca da Borboleta Pedida" (TAGIS - Centro de Conservação de Borboletas de Portugal)

17h00 - Atelier: "O Saber dos Sabores" (Vasco Pinto) no Parque Botânico

18h30 - "Sabores à Prova"

20h00 - Conferência: "Einstein e para Além de Einstein" (Dr. Carlos Herdeiro) no Parque Botânico

Atelier: "Em cada um de nós há uma Estrela Cadente" (Eng. Alexandra Campos) no Parque Botânico

Animação/Concerto - Tamborileiros

21h30 - Observações Astronómicas


Dia 17
10h00 - Conferência: "Massivos, Activos ou em Hibernação: Uma História sobre Buracos Negros" (Dra. Mercedes Filho) no Auditório Municipal Carlos Paredes

Fonte - Portal da C. M. de Vila Nova de Paiva

11 setembro, 2006

Eclipse parcial da Lua







No dia 7 de Setembro pelas 20 horas e 30 minutos, na Escola Dr. Correia Mateus, tivemos oportunidade de observar o eclipse parcial da Lua. O telescópio foi montado no pátio da escola por alguns formandos. Tratava-se de um telescópio do tipo azimutal ou horizontal (os nomes interessantes que se aprendem nestas acções!) .
Iniciou-se então a observação da Lua, apesar de alguma nebulosidade que parecia pregar uma partida. Foi possível observar a zona de penumbra mas não a umbra (onde andaria ela ???). Esta observação foi também efectuada com binóculos montados pelos formandos. ( Sim, é para isso que lá estamos, para trabalhar!!!!!!!!!!).
Foi ainda possível observar o «Triângulo de Verão» (ai que saudades que eu tenho dele.....) constituído pelas estrelas de maior brilho. O formador e expert, João Nelson deu ainda uma excelente lição sobre a «Vida e morte das Estrelas», numa linguagem fácil e de grande rigor científico. Esperamos pela próxima observação, pois o que nos espera agora são estrelinhas chamadas alunos, pais e colegas de trabalho, bem como a estrela maior da nossa galáxia a nossa querida ministra !!!!!!

Golpes no Multibanco

Retomando o habitual serviço público, aqui fica a sugestão de um site que explica os três métodos de clonagem de cartões multibanco.


http://www.lusawines.com/public/prevencaoATM.swf

NOTA: depois de entrar no link anterior, usar as setas do canto superior direito para avançar ou ir clicando sucessivamente no quadradinhos de cima...

Binóculos do Lidl

Como de costume, o Lidl está a vender (a partir de hoje, 11.09.2006) uns belíssimos binóculos 10x50, muito baratos, que valem de facto a pena para quem gosta de fazer observações astronómicas, disponíveis em todo o país.

Binóculo 10 x 50 Bresser


  • Objectiva 50 mm;
  • Regulação dióptrica;
  • Inclui: rosca de ligação a 1 tripé (não incluido);
  • Reprodução de imagem clara e de grande contraste através dos prismas Bak 4;
  • Mecanismo central anti-derrapante para uma focagem simples e precisa;
  • Oculares LE com borrachas de protecção, ideal para utilizadores de óculos;
  • 10 x ampliação;
  • 50 x zoom óptico;
  • Acessórios:
    • mala de transporte com alça e presilha para cinto,
    • fita para uso ao pescoço,
    • pano de limpeza.
O preço é do melhor - só 19,99 euros...!

PS - Estão ainda à venda uns binóculos 10x25 (de tecto - vulgo de teatro...) e um monóculo extensível 25x30 (como o dos piratas). Para saber/perceber mais de binóculos, sugerimos a seguinte página - clicar no link.



ADENDA: o Dr. Guilherme de Almeida (astrónomo bastante conhecido, autor de alguns dos melhores livros sobre Astronomia e Unidades do Sistema Internacional publicados em Portugal) mandou-nos um simpático e-mail, recordando que, citamos,
"na notação 10x50, o "50" é o diâmetro das objectivas em milímetros e não uma 'ampliação' obtida com zoom". Como nós publicámos os dados do site do LIDL sem modificação, clarificamos que, se calhar neste caso, poder-se-ia falar de uns binóculos 10-50x50, em que o 10-50 significa ampliação (amplificação angular para ser mais preciso, neste caso com zoom, o que não é muito recomendável para uns binóculos astronómicos...) e o 50 seguinte os mm de abertura das objectivas dos binóculos. Aproveitamos ainda para sugerir a leitura dos seguintes livros, com informação sobre material astronómico, indispensáveis a qualquer boa biblioteca de astrónomo - seguir links:

Sessões do Planetário de Espinho

Como só pudemos observar duas sessões do Planetário do Centro Multimeios de Espinho, aqui ficam mais alguns dados sobre o mesmo e as suas sessões, retiradas do seu site, a pedido de diversos formandos.

O Planetário

O Planetário é uma fantástica ferramenta educativa no qual podemos assistir a sessões sobre os diversos temas de astronomia.

Este permite-nos fazer uma viagem pelo Universo que nos rodeia, onde na sua abóbada interior é projectada a Esfera Celeste, com as suas milhares de estrelas, nublosas e Galáxias, ao qual se sobrepõem os Planetas nas suas intermináveis viagens em torno do Sol.

As sessões a que aqui podem ser presenciadas versam sobre os mais diversos temas de Astronomia, e a multidisciplinaridade desta ciência faz com que as sessões muitas vezes se relacionem com outros saberes, como a física, a matemática, a química ou até a história e literatura.

O Planetário de Espinho é tecnicamente muito evoluído, sendo a projecção dos diferentes corpos celestes, como estrelas ou planetas exacta, baseada nos cálculos mais avançados.

Uma sessão no Planetário faz uso de um completo sistema audiovisual, com vários projectores de diapositivos, vídeo e outros efeitos especiais, assim como um sistema de som digital que proporciona uma grande envolvência e espectacularidade.

O Planetário de Espinho oferece aos seus visitantes diferentes sessões, sobre vários temas e destinados a diferentes classes etárias.

Estas são produzidas pelo Centro Multimeios de Espinho e para cada uma está disponível um guia de actividades do professor.

O Planetário de Espinho reúne equipamento muito moderno em termos de tecnologia de planetários. O seu controle pode ser manual ou automático, e o céu projectado no cúpula é extremamente realista. Permite entre outras possibilidades, projectar o céu, tal como é visível da Terra ou de qualquer corpo do sistema Solar.
Entre as suas características técnicas destacam-se:
  • Nº de lugares: 80 lugares sentados, com cadeiras reclináveis.
  • Diâmetro da abóbada: 12,2 m.
  • Projector principal: Minolta Cosmoleap.
  • Nº de Estrelas projectadas: 6500 até à magnitude 6.55.
  • Projector de Planetas: SPS - Space Simulator.
  • Projector de Vídeo: Barco.
  • Projector de slides: Elmo.
  • Projectores All-Sky: Kodak Ektapro.
  • Sistema de controle de imagem: SPICE da Sky-Skan
O sistema de som é digital, e está baseado num sistema multi-pista com 6 saídas independentes.


Sessões do Planetário

Os horários aqui referidos podem ser alterados em Visitas de Estudo... Mas vejamos as propostas do Planetário:

1. O Céu do Mês | Sessão apresentada ao Vivo (
Todos os Sábados - 16.00 horas)

Sob o céu estrelado do Planetário, podemos conhecer melhor as estrelas, as constelações e os planetas que veremos à noite.
Como esta sessão é apresentada ao vivo, podemos interagir com o apresentador, colocar questões e expor ideias, vendo as nossas dúvidas sobre o cosmos dissipadas com a ajuda do Planetário. As sessões mudam todos os meses, introduzindo, não só o céu visível nessa noite, como também as mais recentes descobertas astronómicas.

Com a chegada do Verão, as noites tornam-se mais agradáveis e convidam-nos a observar o céu. As estrelas Altair, Deneb e Vega formam uma figura geométrica no céu, o Triângulo de Verão, que nos acompanhará durante os meses mais quentes do ano.
O único requisito para participar, é gostar de aprender!


2. Hubble, 15 Anos de Descobertas
(Domingos/Feriados - 16.00, 4ª e 6ª - 17.00 horas)

Maiores de 10 anos
Duração: 25 min.

Para comemorar os 15 anos do Telescópio Espacial Hubble o Centro Multimeios de Espinho tem em exibição uma nova sessão de planetário. Co-produzida pela a Agência Espacial Europeia (ESA) e pelo Centro Multimeios de Espinho, esta sessão relata a história deste fantástico telescópio, leva-nos a conhecer de perto as descobertas e observações mais marcantes e dá-nos a conhecer as mais fantásticas fotografias e filmes alguma vez obtidos do nosso Universo.


3. Acampar com as Estrelas (
Sábados, Domingos, 3ª e 5ª - 17.00 horas)
Site Oficial

Maiores de 10 anos.
Duração: 30 min.

No meio da natureza uma turma está acampada na companhia dos seus professores. À noite, quando quase todos já dormem, um professor e um pequeno grupo de alunos ficam a admirar o céu nocturno, oportunidade que raramente têm na cidade onde vivem. Os alunos, com as suas curiosas perguntas, e o professor, com as suas sábias respostas, fazem assim uma viagem por alguns dos mais importantes conceitos do Universo.


4. Pesar as Estrelas
(Apenas para Visitas de Estudo)

Maiores de 10 anos.
Duração: 43 minutos
Áreas do conhecimento: Astronomia, História, Geografia, Ciências da Natureza e Física.

Durante os Descobrimentos registaram-se grandes avanços científicos. A descoberta do caminho marítimo para a Índia trouxe consigo um conjunto de novas técnicas na arte de navegar. Fazendo uso de todo o seu engenho, os Portugueses de então foram capazes de elaborar métodos capazes de determinar com exactidão a sua posição em alto mar, recorrendo à observação do Sol e de outras estrelas. Foi enorme a sua contribuição para a compreensão de elementos básicos da Astronomia e da mecânica celeste, que abriu as portas não só do conhecimento sobre o Mundo, como também permitiu encarar de uma forma radicalmente diferente, o Universo que nos rodeia.
É uma sessão que ilustra muito bem a relação entre a Astronomia e os descobrimentos, sendo ao mesmo tempo uma verdadeira lição de História.


5. À Volta do Sol
(Apenas para Visitas de Estudo)

Maiores de 10 anos.
Duração: 42 minutos.
Áreas de conhecimento: Astronomia, Física, Biologia.

Esta sessão dá uma visão actual sobre o Sistema Solar, a sua estrutura e os mecanismos e as leis físicas que em primeira instância o governam.
Têm sido enormes os progressos científicos nesta área, quer através de observações cada vez mais refinadas, quer pelo envio de sondas em direcção aos mais diversos corpos deste sistema. Não deixa de ser paradoxal a importância da própria Arqueo-Astronomia no conhecimento da dinâmica do Sistema Solar, e em particular da rotação da Terra.

À VOLTA DO SOL é uma forma diferente de ver o Sistema Solar. Hoje em dia a noção de que habitamos um sistema que é único está definitivamente ultrapassada. Mas a grande questão ainda subsiste: Será que somos os únicos a saber que andamos à volta de um sol?


6. A Zanga da Lua
( Terça a Domingo - 15.00 horas)
Site Oficial

Maiores de 4 anos.
Duração: 27 minutos

A Lua zangou-se!! Ninguém sabe o que se passa. Será que os nossos amigos João, macaco Rafael e robô Latinhas conseguem resolver este inesperado problema? Será que Júpiter e Saturno podem ajudar? E o Cometa?
Venha descobrir e acompanhá-los na sua viagem pelo Sistema Solar!

Duma forma divertida, esta sessão aborda temas básicos da Astronomia, sobretudo relacionados com o Sistema Solar, recorrendo ao filme de animação. O enredo vai explicando aos mais pequenos, de uma forma acessível, alguns conceitos sobre os planetas, as estrelas, as constelações, a superfície lunar, outros sistemas solares, a velocidade da luz ou mesmo as distâncias em Astronomia.


CINEMA IMAX

O Cinema de Grande Formato, normalmente designado por cinema IMAX, é caracterizado por uma imagem de grande qualidade e dimensão.

Esta característica assenta num registo feito num fotograma de grandes dimensões, normalmente entre 4 e 8 vezes o tamanho do fotograma de cinema comercial de 35 mm.

Desta forma, não só a dimensão da imagem projectada é maior, 18 por 14 metros, como a sua qualidade não tem paralelo.

Ao mesmo tempo, por força das técnicas empregadas na filmagem, o campo de visão da própria imagem é cerca de 180 graus, transmitindo ao espectador uma noção muito mais aproximada da realidade tal como confere a vista humana e a sensação de que se encontra dentro da própria acção.

Todos estes factores combinados, proporcionam uma grande envolvência, com imagens arrebatadoras, sobretudo em filmagens ao ar livre.

De uma forma geral, os filmes neste formato são de cariz educativo, abrangendo temas como Aventuras, História, Natureza ou Ciência e como complemento estão disponíveis guias de actividades para os professores/educadores sobre os temas abordados nos filmes.


Outras Actividades do Centro

noites de observação
astroactividades
cursos de astronomia
OCJF
astronomia no verão
tempo de telescópio
Laboratórios de Astronomia
Cosmoteca

10 setembro, 2006

As outras fotos da Visita

E agora, as fotos que valem mesmo a pena ser bem observadas...














PS - Informa-se que a colega Ana Monteiro estava em mau estado devido às comemorações...

Visita ao Visionarium e Multimeios

Conforme aqui referido, decorreu em 08.09.2006, 6º-feira, tendo ido à Visita de Estudo da Acção 20 pessoas... E foi pena, pois acho que correu tudo muito bem e até nem foi muito cansativa. É claro que os ausentes tinham motivos de ordem maior para faltar (alguns com grande pena sua) mas é sempre chato fazer as coisas a pensar muitos e aparecerem poucos.

Mas, falando agora da visita, que correu bem, apesar do autocarro (graças ao motorista) esta teve uma paragem técnica (para reabastecimento) na Estação de Serviço da Mealhada. Depois, no Visionarium, em S.ª Maria da Feira, começámos por uma boa visita aos Jardins (observando as experiência lúdicas e o modelo do Sistema Solar, dedicado a Carl Sagan), seguindo depois para o seu interior, onde a esmagadora maioria das experiências estava funcional...

Em seguida, como a malta se tinha esquecido do almoço, fomos ao Restaurante Cruzeiro, de cozinha brasileira, e que valeu a pena o desvio e o tempo...

Já atrasados, dirigimo-nos então ao Centro Multimeios, de Espinho, onde vimos duas sessões diferentes do Planetário e a Cosmoteca, regressando então a casa.

Ficou ainda combinado, durante a Visita, que iremos fazer algumas observações astronómicas conjuntas e tentar fazer uma visita pós-acção ao Centro Ciência Viva de Constância. Aproveitou-se ainda para confirmar a última actividade da Acção (observação de 29.09.2006, 6ª-feira, das 20.30 às 00.30 horas, no Ponto Novo - Pinhal do Rei, com partida às 20.00 horas da Correia Mateus) e falar acerca dos trabalhos finais, que alguns já entregaram (data limite - última sessão…).

Para recordar, aqui ficam algumas fotos: