26 julho, 2007

gira

Do Blog 31 da Armada publicamos o seguinte post, sem comentários...


A manutenção da inenarrável Margarida Moreira à frente da DREN é uma decisão, por omissão, estúpida e perigosa. Salvaguardada pelo facto da comissão de serviço de Fernando Charrua ter já terminado em Maio, a ministra achou que podia salomonicamente matar 2 coelhos de uma cajadada. Por um lado, calava as críticas na comunicação social, não punindo Charrua, por outro, mantinha a afirmação de que Charrua havia insultado o sr. José Sócrates. Pelo meio, mantinha o seu cão-de-fila à frente da DREN, como prémio pelos serviços prestados ao partido... desculpem, à nação. A forma como a ministra encerra o assunto denota a pouca habilidade que já havia demonstrado no decurso de todo o processo. Já o facto do primeiro ministro permanecer calado como se não fosse nada com ele é revelador de uma cumplicidade inaceitável.

Artalócia & Pirilampo

Do Blog Sorumbático, com a devida vénia, publicamos o seguinte post:


OS APRECIADORES DE CIRCO sabem que há números que passam de geração em geração, mantendo-se praticamente inalterados ao longo dos anos, mas sempre fazendo rir o estimável público.

Desses, recordo-me de um em que Pirilampo, o palhaço-pobre, perguntava qualquer coisa ao Grande Artalócia, o palhaço-rico, que não respondia logo.

Então, aproveitando a pausa, o Pirilampo lançava uma nova pergunta - precisamente na altura em que o Artalócia respondia à inicial.

É fácil de imaginar o resto: uma sucessão de perguntas lógicas, a que correspondiam outras tantas respostas correctas - mas de tal maneira fora do tempo certo que o efeito era extremamente cómico e, como não podia deixar de ser, desastroso para o palhaço-rico.

Ora, quando, um dia destes, José Sócrates veio - finalmente! - mostrar-se preocupado com as juntas médicas e quando, ao fim de quatro meses, a senhora Ministra da Educação veio - finalmente! - desautorizar a zelosa funcionária da DREN, lembrei-me dos tais palhaços.


A única diferença... é que eles nos faziam rir.

22 julho, 2007

Sessão de Halterofilia Celestial

Olá gente

Deixo aqui um registo da nebulosa planetária do Halter (M27), do passado dia 19 de Julho, pelas 23h50m.
É um "stack" de 10 frames de 120 seg a ISO 800, com a minha Canon 350D.

JC

20 julho, 2007

Podia lá ser…

Do Blog Apedeites V2 publica-se o seguinte post, que explicitam alguns factos e suposições de um post anterior (Sinais dos Tempos):

Por portas travessas, entrei no blog Puro Arábica e dei de caras com a explosiva revelação:

(…)
Lê-se: “Por realizar e/ou participar, comprovadamente, em actos ilícitos do ponto de vista das leis que regem as comunicações electrónicas.”
Consultei o Decreto-Lei nº 200/2007, de 22 de Maio, que enquadra legislativamente o concurso, e em nenhum lugar vejo referido o conjunto de razões para uma possível exclusão, entretanto publicitadas nas listagens.
Salvo melhor opinião, parece tratar-se de mais um normativo com aplicações retroactivas, como infelizmente já vai sendo um hábito, nesta legislatura.
Mas muito pior que isso, é o sinal dos tempos, que nos é dado pelo código/letra I.
(…)


Caramba! Mas o que é isto? Censura de Estado nos concursos de professores? Para passar a “Titular”, o desgraçado do prof tem de apresentar folha limpa, “do ponto de vista das leis que regem as comunicações electrónicas”? E com efeitos retroactivos, e tudo? Pode lá ser!

De facto, é aquela frasezinha assassina o que aparece nas diversas listas já publicadas, como, para dar um exemplo diferente, na da EB Francisco Torrinha.

De facto também, nada consta no tal D.L. 200/2007 - que tem a ver com o concurso, mas que não o “enquadra legislativamente”, pelo menos na íntegra - a respeito de comunicações electrónicas e respectivos ilícitos. E o mesmo vale para diversas páginas da DGRHE sobre o assunto, nomeadamente no Manual da Candidatura: os motivos de exclusão que lá constam não referem nada que tenha a ver com “comunicações” e muito menos com “electrónicas”. Nem mesmo num Manual de Reclamações (no caso, do Sindicato dos Professores da Região Centro) existe a mais leve menção de tão intrigantes coisas. Nada.

O “mistério” explica-se facilmente. A legislação que, realmente, enquadra este concurso, foi publicada no Diário da República de 23 de Março de 2007, sob a forma de Aviso de Abertura, e refere-se a TODOS os concursos para professores dos ensinos básico e secundário. No ponto 10 deste Aviso, a alínea 7 reza como segue.


A publicação dos motivos de exclusão, nas listas, é programática; sendo igual em todas elas, presume-se que esses motivos são sempre publicados, mesmo que não haja nenhum candidato excluído por via de qualquer deles.

A parte final da alínea não aparece nas listas, certamente para poupar tinta, mas lá está:

“… nomeadamente a reprogramação das aplicações disponibilizadas na Internet e a tentativa de congestionamento ou sabotagem das plataformas técnicas que sustentam o concurso.”

Uff! Que alívio! Estava a ver que já tínhamos chegado à… ehrr… bem, àquele território insular que a gente sabe.


NOTA PESSOAL - Assim as coisas são menos preocupantes - afinal o ME estava preocupado com os colegas hackers do 10º Escalão, alguns com mais de 60 anos, que se preparavam para sabotar todo o sistema do concurso...! Contudo parece-me um pouco mal que, nos casos em que isso acontecesse, seja a mesma instituição, parte interessada no processo, a investigar e a punir - tinha uma noção, se calhar errada, de que num Estado de Direito isso não era correcto. Mas, nestes tristes dias, afinal tudo é possível.

19 julho, 2007

SINAIS DOS TEMPOS

Ontem, e só ontem, vi numa página da Internet as listas de candidatos admitidos e excluídos do Concurso de Professores Titulares que está a decorrer no âmbito da reestruturação do Estatuto da Carreira Docente (não superior). A acompanhar a lista de excluídos apareciam tipificadas, através de códigos/letras, as razões para uma possível exclusão.
Uma delas, a que corresponde ao código/letra I, apresenta uma razão que, do ponto de vista do enquadramento geral político, é, no mínimo, muito preocupante.

Vejamos então a fotografia do documento:

(clique para ver melhor)

Lê-se: “Por realizar e/ou participar, comprovadamente, em actos ilícitos do ponto de vista das leis que regem as comunicações electrónicas.”

Consultei o Decreto-Lei nº 200/2007, de 22 de Maio, que enquadra legislativamente o concurso, e em nenhum lugar vejo referido o conjunto de razões para uma possível exclusão, entretanto publicitadas nas listagens.

Salvo melhor opinião, parece tratar-se de mais um normativo com aplicações retroactivas, como infelizmente já vai sendo um hábito, nesta legislatura.

Mas muito pior que isso, é o sinal dos tempos, que nos é dado pelo código/letra I.

Como é evidente não está em causa - muito pelo contrário - a existência de regras num concurso, designadamente, a tipificação das situações que, pela sua gravidade, possam e devam constituir motivo para uma exclusão. O problema -tal como em muitas outras questões - está na imensidão espectral de possibilidades que enformam este não rigor explicitado.

Dito de outra maneira “bem curta e grossa”: um professor que realize e/ou participe em alguma acção, no âmbito do Direito à Liberdade de Pensamento e de Expressão, poderá ser alvo de uma exclusão de um concurso público da Função Pública?

Oxalá esteja enganada.


Retirado do Blog Puro Arábica - texto de

16 julho, 2007

O Almoço de fim de ano da minha Escola

...e que fantástico foi ...! Como perceberão pelas fotos, decorreu no Restaurante Tromba Rija, em Marrazes, a Catedral...

A presença dos donos, o improviso teatral (novas oportunidades...!) da Sandra do Executivo, a Comida - tudo 5 estrelas! Tivemos ainda a despedida de 3 colegas... que saem ainda em boa altura (esta parte não preciso explicar...). Quanto ao repasto, o exagero em qualidade e quantidade de sempre (não tirei fotos das mesas de entradas e sobremesas - tivemos ainda 2 pratos quentes... - por estar muito ocupado na altura). Mas o preço foi uma agradável surpresa - só 17,50€...!?!

Agora as fotos:








15 julho, 2007

A Máquina A Funcionar a Pleno Vapor

Do Blog A Educação do meu Umbigo, de Paulo Guinote, por partilharmos muitas das dúvidas deste colega de profissão, citamos o seguinte post:

Quando se poderia pensar, pelo clima desfavorável que se vai acumulando em alguma opinião publicada acerca do ME e da sua equipa, que afinal a máquina de propaganda do ME estaria a fraquejar, eis que surge a prova de que o plano inicial, ou a parte mais significativa dele, continua a funcionar em pleno.

Com as Escolas em balanço, submersas pelas necessidades da avaliação interna dos resultados dos exames, com o emaranhado processual do concurso para titulares e a necessidade de perceber como vão ser os horários para o próximo ano, enquanto não vamos todos, quais lémures, sincronizadamente para férias em Agosto, eis que são lançados para a mesa os projectos de diplomas destinados a regulamentar os aspectos que tinham ficado soltos no ECD.

Repare-se na excelência do calendário colocado em prática: aprovação do novo ECD em meados de Janeiro de 2007, já com o ano lectivo a decorrer, introduzindo-se novas regras a meio do dito em matérias como a assiduidade, ficando o prazo de 180 dias para a regulamentação para meados de Julho, acabando por quase se esgotar esse tempo na tarefa de produzir umas meras 30 pp. de legislação. Entretanto, o concurso para professores titulares é lançado em cima do período das provas de aferição e exames, baralhando todo o funcionamento administrativo dos estabelecimentos de ensino numa época do ano especialmente sensível.

Preocupação com os efeitos disruptivos de tudo isto no quotidiano das escolas, prejudicando o desempenho de alunos e professores? Nenhuma!

Obediência a uma calendarização que visa reduzir a capacidade de informação atempada e consequente reflexão ponderada dos interessados em todos estes processos? Toda!

Ainda poderíamos pensar com grande dose de ingenuidade que esta equipa ministerial iria alargar um pouco o laço em torno do pescoço dos docentes, mas nada disso. Perante a incapacidade do Governo se impor em outras áreas da governação, em matéria de disciplina orçamental e controle dos gastos, fica sempre a Educação para malhar mais forte.

Com que ficamos, graças aos novos diplomas em pseudo período de “discussão” com os sindicatos?

  • Com um regime de ingresso na profissão draconiano (ingresso.pdf), que torna a docência a profissão com maior nível de exigência à entrada (indispensável um mestrado, mesmo se de mestrado só terá o nome bolonhês), e a necessidade de uma classificação de 14 ou mais valores para se ser aprovado num exame que irá incidir não se percebe exactamente no quê e logo a cargo da coordenação do GAVE e dos seus “especialistas”. Com toda a sinceridade, seria mais honesto determinar um numerus clausus anual de acesso à profissão e seriar os candidatos pelas respectivas médias dos cursos que, sempre no plano teórico, lhes conferem uma habilitação profissional. Não tenho nada contra o facto de a minha profissão requerer níveis de excelência inauditos e incomparáveis a outras profissões. pelo contrário. Só lamento que, depois, na nossa prática, sejamos obrigados a aplicar regras inversas aos nossos alunos e que na vida política este tipo de exigência não exista. Em especial a parte do mérito, do rigor e da transparência. Embora a transparência esteja muito longe do que se determina no artigo 20º da proposta de decreto, em que se abre a porta à entrada directa na carreira de qualquer um que tenha beneficiado da celebração daqueles «contratos administrativos» que escapam ao crivo de qualquer prova académica ou pública de mérito.
  • Com um sistema de avaliação do desempenho na carreira perfeitamente kafkiano (avaliadesemp.pdf), brutalmente burocrático, como se os docentes estivessem sob desconfiança permanente. Para além de que irá ser um sistema potencialmente perverso, pois faz depender grande parte da avaliação dos resultados obtidos pelos alunos. Isto poderá ter consequências altamente nefastas, não só com base numa tendência para a inflação da avaliação das classificações internas, em especial em disciplinas não submetidas regularmente a uma avaliação externa, como também numa eventual recusa por parte de muitos docentes em trabalhar com turmas manifestamente difíceis e problemáticas em matéria de desempenho escolar, com o justo receio de assim verem prejudicada a sua avaliação.
  • Com um novo regime de acesso à categoria de professor titular (ler de novo com atenção titularnovo.pdf) que reune o que de pior ficou atrás exposto nos dois pontos acima, quer pelo carácter pesadíssimo do sistema de avaliação, quer pelas exigências formais aos candidatos, quer ainda pela tal exigência dos 14 valores para a aprovação e da apresentação de um trabalho escrito que, pela dimensão e âmbito, equivalerá a uma tese de mestrado. O que é um manifesto gozo com os docentes que, estando em exercício, terão mais que fazer do que andar a cumprir as directrizes de alguém claramente a sair dos limites do razoável e a caminho do delírio sadístico.

E assim nos encontramos entregues a uma equipa ministerial, devidamente assessorada por grupos de trabalho de bastidores, que passou a estar claramente contra os docentes, impondo-lhes um conjunto de exigências que, longe de promoverem o mérito, se revelarão paralisantes da melhoria das práticas pedagógicas, para todos os que tentarem cumprirem rigorosamente o que é pedido.

Para além de que a calendarização de todas estas propostas, juntando ao seu conteúdo, traduzem apenas o desejo de amesquinhamento de toda uma classe profissional cujo maior pecado parece ser resistir - e nem sequer muito nos dias que correm - aos atropelos de uma equipa ministerial que considera normal produzir despachos inconstitucionais ou sucessivamente desautorizados nos Tribunais.

14 julho, 2007

O meu primeiro Anel

Olá a todos,



desta vez deixo-vos a uma visão de uma nebulosa planetária, mais concretamente a M57 que se localiza na constelação da Lira.

Fresquinha ainda, pois foi tirada ontem de madrugada, dia 14 de Julho.


http://img154.imageshack.us/img154/2527/m57combddpsem3copyshuz2.jpg
João Cruz

10 julho, 2007

Astronomia no Verão 2007


Pois é, já estão na Internet as actividades deste ano da Astronomia no Verão 2007, inseridas na Ciência Viva no Verão da Unidade Ciência Viva.

Para saber mais e escolher as actividades é agora necessário uma inscrição on-line (muito fácil...) que depois dá direito a password (ligada ao e-mail) e que facilita a vida noutras inscrições. De salientar que a ANOA terá sessões no Observatório Astronómico Pinhal do Rei, em S. Pedro de Moel (das raras a decorrer no distrito).

Para escolher, ver e seleccionar as actividades clicar no seguinte link:
Astronomia no Verão 2007

07 julho, 2007

Observação Astronómica da LPN


LPN-Liga para a Protecção da Natureza
Sede Nacional

Estrada do Calhariz de Benfica, 187
1500-124 Lisboa
Portugal
Telefone: 217 780 097 / 217 740 155 / 217 740 176
Telemóvel: 964 656 033 / 918 947 553
Fax: 217 783 208
Endereço electrónico: lpn.natureza@lpn.pt
Página electrónica: www.lpn.pt

06 julho, 2007

Curso Moodle


Foi-nos solicitada a divulgação de curso de formação a distância, interactivo, com tutoria on-line, que permite obter competências na utilização do Moodle em e-learning, portefólio e criação de comunidades virtuais.

9-20 de Julho (inscrições até 5 de Julho)

Se o e-Learning (aprendizagem por meio de redes electrónicas) é uma temática do seu interesse e pretende desenvolver competências em actividades de blended-learning (ensino misto), portefólio ou na dinamização de comunidades interactivas, inscreva-se neste curso e viva uma experiência enriquecedora de aprendizagem partilhada e de valorização pessoal.