COLEGAS PROFESSORES!
De uma vez por todas VAMO-NOS UNIR!
O FUTURO não será cor-de-rosa e 'estranhamente' temos consciência disso ... e estamos a ser coniventes. Sempre concordamos que os Sindicatos nada fazem ... e nós? Somos o MPR - Movimento Professores Revoltados, formado inicialmente por um pequeno grupo de professores INCONFORMADOS e a espalhar-se POR TODO O PAÍS com uma ENORME e galopante adesão.
REENVIEM para TODOS os vossos contactos de professores os endereços do E-MAIL (movimentoprofesoresrevoltados@gmail.com) e do BLOG (http://movimentoprofessoresrevoltados.blogspot.com) com o propósito de mobilizar TODO O CORPO DOCENTE para as iniciativas que nos propomos desenvolver.
Consultem com regularidade o BLOG, comentem e/ou enviem artigos vossos para o nosso e-mail.
Este BLOG pretende ser uma FORÇA ACTIVA!
REENVIEM este e-mail, comentem com os vossos colegas na escola, COLABOREM por um OBJECTIVO ÚNICO!
VAMOS LUTAR!
Atenciosamente,
Movimento Professores Revoltados.
Este local pretende ser o ponto de encontro obrigatório de todos aqueles que, sendo de Leiria e arredores, gostam de Astronomia, independentemente da sua idade, classe, grupo profissional, sexo, idade ou conhecimentos. Neste blog iremos disponibilizar informações de actividades, partilhar materiais e conhecimentos, trocar informações úteis e trabalhar no âmbito da Astronomia na região de Leiria.
11 fevereiro, 2008
Movimento de Professores Revoltados
10 fevereiro, 2008
Fizemos Asneira, Vocês Que Se Desenrasquem
Ontem já não andei por aqui a tempo para conhecer a tardia decisão do ME (reuniões ao sábado? isto é que é produtividade!), em aparente consenso com o Conselho de Escolas, para lançar borda fora os prazos que, Maria de Lurdes e Jorge o diziam, seriam para cumprir, porque tudo estava a correr bem e as escolas não precisavam mesmo nada de saber mais do que aquilo que o ME ia conseguindo produzir a conta-gotas e contra os prazos que o próprio definira.
Hoje pela manhã o Público confirma que:
Ministério da Educação alarga margem de manobra para avaliação de professores
As datas para que as classificações dos professores sejam expressas mantêm-se, mas a maneira como cada escola irá organizar-se para cumprir essa avaliação poderá ser mais flexível e não obedecer aos prazos intermédios previstos. A decisão foi ontem anunciada pelo Ministério da Educação (ME).
“Vamos dar às escolas liberdade de se organizar, desde que respeitem os objectivos decisivos”, disse ao PÚBLICO o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, depois de uma reunião com a direcção do Conselho das Escolas (órgão consultivo do ME que representa todos os estabelecimentos de ensino).
Nas datas das classificações - o final deste ano lectivo para os professores contratados e o do próximo para os outros - “não há qualquer adiamento”, mantém Jorge Pedreira. Pelo meio é que será possível gerir etapas, sempre que as escolas “fundamentarem a impossibilidade que têm de cumprir” metas calendarizadas.
Esta decisão, o modo como é apresentada e a metodologia usada para lá chegar merecem variadíssimos comentários que certamente não se esgotam num post.
- Antes de mais o facto do ME usar o Conselho de Escolas como o seu interlocutor para esta matéria visa anular o efeito do parecer negativo deste órgão sobre o processo de avaliação e, por outro lado, co-responsabilizá-lo pela decisão em curso, como se o único problema fossem os prazos e não a metodologia a seguir no processo de avaliação e o CE validasse tudo o resto. Se calhar até valida (por iso é que não gosto de pareceres demasiado abrangente e indefinidos).
- Em seguida, usa-se novamente o sistema de fazer letra morta do que foi legislado em decreto-lei, ficando eu na expectativa da forma como o ME verterá em diploma a decisão agora tomada.
- Para além disso, repara-se como o Governo passou a enveredar pelo «recuo, não recuando», expresso nas lamentáveis declarações que sucessivamente Jorge Pedreira vai fazendo sobre todos os assuntos em agenda, começando a ultrapassar Mário Lino em ziguezagues retóricos. Afinidades, respeitinhos, obediências à parte, Jorge Pedreira já deveria ter-se ido embora depois do lamentável desempenho, tanto por ocasião do ECD, como pela chantagem implícita sobre o processo de avaliação e culminando agora neste exuberante flik-flak à retaguarda, quando confrontado com as suas firmes afirmações em contrário proferidas ainda esta semana. Como sempre, continuo a ter dificuldade em distinguir uma mentira política de outro tipo de mentiras. Sei que é feitio ou defeito meu, mas assumo-o. Mas verdade seja dita que Valter lemos também ainda lá está de pedra e C.a, depois de ter assinado despachos sucessivamente desautorizados pelos Tribunais.
- Entretanto, é óbvio que a medida actual visa apenas ganhar tempo, um pouco de fôlego e apagar a contestação em algumas instâncias das escolas, nomeadamente os seus órgãos de gestão que o Conselho de Escolas representará. Claro que este recuo é um recuo. Mas também é verdade que é um mero recuo táctico que não implica uma mudança de estratégia. O Ministério falhou fragorosamente na implementação no novo modelo de avaliação dos professores (começando desde logo pela admissão da incapacidade de avaliar os avaliadores, seguindo-se depois a incapacidade para colocar em funcionamento o CCAP e agora admitindo que definiu prazos sem sentido para todo o processo). Mas o objectivo é que em 2009 os professores estejam todos manietados pela avaliação, a qual estará dependente da avaliação dos seus alunos e, dessa forma, condicionando os resultados finais no ano lectivo de 2008-09, que são aqueles que se pretendem apresentar em cima das eleições.
- Para tudo isto usou-se o método chico-esperto do tuga desenrascado: fizemos isto mal, errámos em grande, mas afinal está tudo bem, vocês que se desenrasquem, porque os vossos representantes acham que isto é apenas uma questão de prazos.
Agora fica a questão essencial: o Conselho de Escolas concorda com isto? Acha que só os prazos estão errados? Que tudo o mais está certo e assenta numa metodologia correcta? Se assim for, penso que o Conselho de Escolas representa realmente a minoria dos adesivos que apenas receia não ter tempo para desenhar as grelhas com todos os requintes, com o bold certo nos títulos e os destaques a cor nos sítios certos. Certamente não representa as “Escolas” e está apenas tenta diminuir a tensão causada pelas posições demasiado “autónomas” dos últimos tempos. Porque a questão não está apenas nos prazos, a questão está na forma como este processo pesadamente burocrático tolhe o normal funcionamento do trabalho pedagógico dos docentes. A questão está na necessidade de repensar o modelo e os critérios usados para a avaliação. Enquanto o CE não tiver coragem - ou não achar necessidade nisso - para apontar os erros do modelo, discutir prazos não passa de peanuts, porque tudo dará no mesmo.
Entretanto, acredito «sem a mínima dúvida» que mesmo tendo sido ao sábado, a Presidência da República tenha «acompanhado» mais esta evolução na área da Educação.
(volta Santana, porque afinal…)
De vitória em vitória - é bom ver um SE assumir os erros
Ministério da Educação alarga margem de manobra para avaliação de professores
10.02.2008 - 09h09 Bárbara Simões
As datas para que as classificações dos professores sejam expressas mantêm-se, mas a maneira como cada escola irá organizar-se para cumprir essa avaliação poderá ser mais flexível e não obedecer aos prazos intermédios previstos. A decisão foi ontem anunciada pelo Ministério da Educação (ME).
"Vamos dar às escolas liberdade de se organizar, desde que respeitem os objectivos decisivos", disse ao PÚBLICO o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, depois de uma reunião com a direcção do Conselho das Escolas (órgão consultivo do ME que representa todos os estabelecimentos de ensino).
Nas datas das classificações - o final deste ano lectivo para os professores contratados e o do próximo para os outros - "não há qualquer adiamento", mantém Jorge Pedreira. Pelo meio é que será possível gerir etapas, sempre que as escolas "fundamentarem a impossibilidade que têm de cumprir" metas calendarizadas.
Para o próximo dia 25, por exemplo, estava marcado o fim do prazo para os estabelecimentos de ensino aprovarem as grelhas de avaliação e definirem o que será mais valorizado em cada parâmetro.
Para os docentes, a esperança na suspensão dos procedimentos em curso nas escolas, no âmbito deste modelo de avaliação dos professores, foi reforçada, na sexta-feira, pelo Tribunal Administrativo de Lisboa, que aceitou a providência cautelar, interposta por um sindicato (o Sindep), para adiamento da avaliação do desempenho dos professores. Os sindicatos têm defendido que não há condições para avançar com a avaliação no ano lectivo em curso.
A suspeita de ilegalidade que motivou a acção do Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep) tem a ver com um despacho do secretário de Estado Jorge Pedreira. Na antiga inspectora-geral da Educação, Conceição Castro Ramos, foram delegadas competências para emitir recomendações atribuídas por lei ao Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, ainda por constituir.
A decisão do tribunal "é importantíssima", considera o secretário-geral do Sindep, Carlos Chagas. A suspensão do que está a ser feito "vai ser um facto e só acabará quando todo o processo de acabamento legislativo sobre a avaliação estiver terminado", diz.
A providência cautelar do Sindep é suspensiva e o Ministério da Educação tem 10 dias para responder. Falta agora conhecer o destino das quatro providências cautelares também já entregues - em Coimbra, Lisboa, Porto e Beja - pelos sindicatos da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, espera boas notícias para breve: "Na segunda-feira [amanhã] provavelmente teremos informações do que se passou relativamente à de Coimbra", a primeira das quatro a ser entregue. "E tudo indicia que, se tivesse sido indeferida, já teríamos sido informados." A federação contesta a legalidade de três despachos relativos à avaliação do desempenho.
Nogueira vê na decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa "um óptimo sinal para os professores e para as escolas". E lembra que "a eficácia do despacho é suspensa assim que o ME é notificado", pelo que todos os actos entretanto executados, nesse âmbito, nas escolas "são de validade nula".
Já o secretário de Estado Jorge Pedreira desvaloriza a providência cautelar, argumentando que "não trava o processo" em curso. Até porque, defende, "no limite, as recomendações em causa não são um elemento indispensável cuja inexistência implicasse a suspensão do processo de avaliação". O Ministério da Educação responderá ao tribunal no prazo previsto.
in Público - ler notícia
09 fevereiro, 2008
Autonomia e Gestão: CNE recomenda Acção Sensata ao Governo
O Conselho Nacional de Educação aprovou hoje, apenas com dois votos contra, o projecto de parecer noticiado há dias pelo DN.
O parecer hoje aprovado pelo CNE torna evidente:
a) que esta iniciativa de alterar o regime de autonomia e gestão das escolas é inoportuna e infundamentada;
b) que o Ministério da Educação deveria avaliar o modelo em vigor e aproveitar as potencialidades que contém (nomeadamente através dos paralisados contratos de autonomia);
c) que muitas das soluções propostas são contraditórias com os propósitos declarados (nomeadamente no referente à autonomia das escolas, que acaba por ser restringida, numa lógica de acção hipócrita em que se diz uma coisa e faz outra);
d) que a ilusão da concentração do poder pode sair cara à eficácia da acção educativa;
e) que a lógica da desconfiança nos professores não pode continuar a prevalecer nas iniciativas políticas;
f) que praticamente o único ponto positivo é reforço da participação (e da responsabilidade) comunitária.
Em síntese e conclusão: depois da generalidade dos pareceres críticos, do parecer muito negativo do Conselho das Escolas, o CNE propõe uma acção sensata ao Ministério: que deixe na gaveta esta proposta, melhore o actual regime de autonomia e gestão aproveitando todas as suas potencialidades depois de uma avaliação participada.
Depois do sr. Primeiro Ministro ter ido ao CNE, em sinal de valorização do papel deste órgão, e tendo expressamente referido que aguardaria e valorizaria as recomendações do Conselho, será interessante saber qual vai ser a posição do Governo e em particular do ME que parece ter uma agenda e um calendário mais ou menos oculto e que legisla contra tudo e contra todos.
Para já ficam as declaração do Presidente no final da sessão plenária. O parecer segue dentro de pouco tempo.
Científico ou político?
in [Portugal Diário]
Porque se criou uma lei possibilitando aquilo que dizem não pretender?
É que aquilo que não se pretende hoje não quer dizer que seja aquilo que se pretende amanhã. Se não há a vontade de controlar politicamente o dito Conselho Cientifico porque se permite que um político presida às reuniões e tenha voto de qualidade?
Que me desculpem os senhores do Ministério da Educação, mas com as provas que têm dado ao longo deste mandato, não posso deixar de não acreditar muito nas suas palavras.
08 fevereiro, 2008
Avaliação dos Professores - Mais Três Tomadas de Posição
Agradecendo à colega Sandra C., aqui ficam os documentos produzidos em mais três escolas/agrupamentos sobre este tema: no Agrupamento Vertical de Escolas Luisa Todi (Setúbal); na Escola Emídio Navarro de Almada (emidio-navarro.pdf) e no Agrupamento de Escolas de Lousada Oeste (lousada.pdf).
A divulgação destas posições é tanto mais importante, quanto a política actual do ME visa atomizar o sistema público de ensino, de forma a quebrar-lhe laços de solidariedade horizontal e a fomentar a sensação de isolamento de cada unidade (sejam agrupamentos, escolas, órgãos de gestão, departamentos ou docentes) de modo a fazer-lhes sentir que a sua posição de contestação e resistência é inútil e vulnerável, porque desenquadrada de um movimento global.
E exactamente porque algumas posições resultam meramente do bom-senso mais básico e não de uma oposição declarada e desenfreada, maisse torna estranho que o ME insista na sua posição de irredutibilidade e, no seu caso sim, isolamento.
Avaliação dos Professores - Cartas à Ministra da Educação
1. CARTA
Ex.mª Senhora Ministra da Educação
POR UMA AVALIAÇÃO SÉRIA, JUSTA E CREDÍVEL!
1 – Considerando:
· Toda a legislação que chegou às escolas no mês de Janeiro – Decreto Regulamentar n2/2008, Lei nº 3/2008, Decreto-Lei nº 3/2008;
· Todas as reformulações que são necessárias introduzir no PE, no RI e no Plano Anual de Actividades;
· Toda a informação que é indispensável preparar, adaptar (porque os ciclos de ensino e as escolas não são todas iguais) para que chegue a todos os docentes;
· A falta de aspectos formais da responsabilidade do Ministério da Educação que lança as maiores dúvidas e incertezas nas escolas;
· A falta de orientações e de "recomendações" do Conselho Científico para a Avaliação de Docentes;
· A impossibilidade do CP da escola em aprovar os "instrumentos de registo" para se processar à referida avaliação;
· A falta do despacho de expressão das ponderações dos parâmetros de avaliação, previsto no nº2 do art.º20 do Diário da República nº2/2008; a falta do Despacho conjunto do estabelecimento de quotas, previsto no nº4 do art.º21; a falta da Portaria que define os parâmetros classificativos a realizar pela Inspecção, previsto no nº4 do art.º29; a falta do Diploma que rege a avaliação dos membros das direcções executivas que não exercem funções lectivas, previsto no nº1 do art.º31, e a falta do Despacho que aprova as fichas de avaliação, previsto no art.º35.
2 – Considerando ainda:
· A insensibilidade do Ministério para a complexidade e especificidade de cada escola, nomeadamente, da Escola Secundária de Avelar Brotero, em que se verifica uma grande incongruência na composição dos departamentos, concretamente, no que ao Departamento com o código 530 diz respeito;
· As dimensões desta Escola com a introdução do Ensino Profissional e a sucessiva contratação de docentes ao longo do ano lectivo;
3 – Perante o exposto, contradições, orientações contrárias a legislação em vigor (a extensão dos Departamentos criados para o Concurso de Professor Titular), incongruências, lacunas e complexidades, torna-se humanamente impossível cumprir prazos e elaborar um trabalho ponderado e sério. Consideramos um erro grave exigir tanto em tão pouco tempo, quando as culpas do estado em que se encontra o Ensino Público em Portugal se devem mais às políticas das várias equipas que passaram pelo Ministério da Educação do que à responsabilidade dos docentes, ideia com que se tem pretendido passar para a opinião pública. Não basta lançar reformas. Mais importante é prepará-las e dar formação a quem as vai implementar para que tenham êxito.
Neste sentido, o Conselho Executivo e o Conselho Pedagógico da ESAB, reunido ordinariamente a 23 de Janeiro de 2008,(representativo dos 240 professores que integram o corpo docente da escola), propõem:
1. Que seja dada formação científica e pedagógica aos Coordenadores / Avaliadores de Departamento, tal como está previsto para os Inspectores, antes de se iniciar qualquer processo de Avaliação de Desempenho, para que o processo, no futuro, seja considerado sério, justo e credível.
2. Que o Ministério da Educação adie o referido processo e prepare com coerência todos os aspectos formais em falta, repondo, deste modo, o respeito pelo trabalho docente.
A Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Avelar Brotero
2. TOMADA DE POSIÇÃO
Posição do Conselho Pedagógico da Escola Secundária Martins Sarmento relativa ao Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro de 2008.
O Conselho Pedagógico da Escola Secundária Martins Sarmento, após análise atenta do novo regime de avaliação do desempenho do pessoal docente, consignado no Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, considera que este diploma prevê prazos de execução que não podem ser cumpridos, informações complementares a todo este processo omissas e aspectos que devem ser revistos, quer porque comportam injustiças quer porque são inexequíveis:
Primeiro, pela inexistência dos suportes documentais e legais imprescindíveis à sua aplicabibilidade. Cite-se a título de exemplo:
. Inexistência de despacho de delegação de competências previsto no n.º 2 do art.º 12.º;
. Inexistência de despacho de expressão das ponderações dos parâmetros de classificação previsto no n.º 2 do art.º 20.º;
. Inexistência do despacho conjunto de estabelecimento de quotas previsto no n.º 4 do art.º 21.º;
.Inexistência de Portaria que defina os parâmetros classificativos a realizar pela inspecção, prevista no n.º 4 do art.º 29.º;
. Inexistência de um Conselho Científico a quem competirá a formulação de recomendações para a avaliação dos professores;
. Inexistência de informação sobre o posicionamento dos professores na carreira docente, em virtude da aplicação do novo Estatuto da Carreira Docente e do Decreto-‑Lei n.º 200/2007, mormente a situação dos docentes situados nos últimos escalões da carreira de professor titular.
Segundo, porque o referido diploma contem disposições que carecem de imprescindíveis esclarecimentos, que ainda não foram prestados às escolas, nomeadamente:
. A impossibilidade de as escolas estabelecerem indicadores de progresso dos resultados esperados e do abandono, quando a informação oficial disponível mais recente diz respeito a 2004-2005;
. A impossibilidade de estabelecer indicadores sobre abandono escolar, quando o próprio conceito carece de uma definição rigorosa;
. A impossibilidade de avaliar e definir o conceito de contexto socioeducativo, muito diverso e fragmentário no âmbito de uma mesma escola, muito mais num agrupamento de escolas e que comporta nuances sociológicas que ultrapassam o âmbito de actuação do docente, visto que pressupõe um estudo especializado;
Terceiro, porque pressupõe a reformulação de documentos internos à escola dos quais depende a elaboração do Plano Individual de Avaliação de cada um dos docentes: Projecto Educativo, Plano Anual de Actividades e Regulamento Interno; estes documentos foram elaborados antes da publicação do diploma de avaliação do Pessoal Docente. Sublinhe-se que os mesmos não foram formulados em termos operacionais que tivessem em conta a avaliação dos professores.
Quarto, porque ignora que "a educação é uma actividade que obedece a um calendário com características próprias a que se chama 'ano lectivo'. Começa a 1 de Setembro e não a 1 de Janeiro. Cada ano lectivo necessita de planeamento e preparação atempada. As escolas e os agentes educativos ao prepararem o ano lectivo devem estar na posse dos elementos mais relevantes para fazerem uma adequada planificação do seu trabalho" (Paulo Guinote). A importância deste aspecto revela-se de particular pertinência no que diz respeito ao horário dos professores avaliadores, nomeadamente o dos coordenadores de departamento; compreende-se mal como é que um horário elaborado para cumprir as atribuições previstas no início do ano lectivo é compaginável com a actual exigência de avaliar os seus colegas — em muitos casos, numerosos. Percebe-se também que, concentrando-se todo o processo de avaliação no 3º período, ele gerará uma turbulência e desorientação na vida das escolas, que em nada será benéfico para a melhoria dos resultados escolares dos alunos e da qualidade das aprendizagens.
Quinto, porque não estão garantidos os meios e as condições necessários ao desempenho do processo de avaliação, quer no que respeita aos avaliados quer aos avaliadores, porque não basta ter nas mãos uma ficha de observação de aulas para saber avaliar, e porque não foi a eleição democrática que os investiu do saber necessário a esta actividade, por natureza complexa e polémica. No que diz respeito à avaliação dos coordenadores, feita pela Inspecção Geral de Educação, é retirada a equidade do processo de avaliação dos docentes, para além de se verificar uma mistura de funções, pois a IGE passa a acumular funções de avaliador interno e externo; porque a CCAD (Comissão de Coordenação da Avaliação do Desempenho), constituída por quatro professores titulares do CP e pelo Presidente do Conselho Pedagógico recairá, na maioria das situações, nos coordenadores de departamento, que ficarão sujeitos a uma sobrecarga de trabalho.
Sexto, dada a existência de pontos em que claramente discordamos e que desejamos ver alterados:
. As percentagens do nível de assiduidade pressupostas para a atribuição das menções de Excelente e Muito Bom negam os direitos contemplados no Estatuto da Carreira Docente no que respeita a faltas, ainda que o próprio Estatuto comporte essa contradição;
. O conceito de prestação voluntária de apoio à aprendizagem dos alunos, previsto no art.º 9.º, ponto 2, alínea c), pois o docente deve ser avaliado apenas dentro dos limites do serviço distribuído, lectivo e não lectivo;
. A avaliação do docente com base nos resultados obtidos pelos seus alunos nas provas de avaliação externa, resultados esses confrontados com a classificação interna final, uma vez que os critérios que presidem à atribuição da segunda classificação estão ausentes da primeira e, ainda, porque esta não tem em conta o contexto socioeducativo e a diversidade dos territórios pedagógicos; ainda neste ponto, consideramos que se cria discriminação ao nível das diversas disciplinas, uma vez que nem todas estão sujeitas à obrigatoriedade da avaliação externa;
. A situação dos actuais coordenadores de departamento que se vêem investidos de responsabilidades que não estavam previstas no momento em que foram eleitos;
. A desresponsabilização das famílias, no que toca a situações de insucesso e abandono escolar, centrando a responsabilidade apenas nos professores, quando o contexto socioeducativo dos alunos ultrapassa muitas vezes o âmbito pedagógico dos docentes;
. A aplicação deste decreto não prevê, na avaliação do desempenho do Pessoal Docente, um carácter essencialmente formativo e de correcção de dificuldades e insuficiências da prática lectiva.
O Conselho Pedagógico
M42 - 1 visita passado um ano
Este é normalmente o 1º alvo dos astrofotógrafos e como se pode ver, há razões para isso.
Cumps ;-)

(c) JC/08
02 fevereiro, 2008
Formação em Astronomia em Leiria - 16 e 17 de Fevereiro
Nos dias 16 e 17 de Fevereiro de 2008 iremos realizar, na Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, em Leiria, uma Acção de Formação, não-creditada, para professores. Esta será dada pela astrónoma Maria Luísa Almeida, do PT-HOU (http://www.pt.euhou.net/) e NUCLIO-Núcleo Interactivo de Astronomia(http://www.nuclio.pt/). A organização da mesma está a cargo do Fernando Martins (Núcleo de Astronomia Galileu Galilei e Departamento de Ciência Físicas e Naturais do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus) e de Amélia Moura (Departamento de Ciências Físico-Químicas da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo).
Aceitam-se inscrições (no máximo 20 professores) até à véspera (15.02.2008) às 16.00 horas, para o e-mail (fernando.oliveira.martins@gmail.com) ou Fax (244 854 019), indicando Nome, Grupo Disciplinar, e-mail e Escola onde lecciona.
PROGRAMA (Provisório)
Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
09.45 – 10.00: Recepção e apresentação dos participantes;
10.00 – 10.15: Apresentação do projecto Hands-On Universe: EU-HOU e G-HOU
10.15 – 11.30: Software de manuseamento de imagens astronómicas SalsaJ;
11.30 – 11.45: Intervalo para café;
11.45 – 13.15: Telescópios ópticos operados remotamente: planeamento e observação;
13.15 – 14.45: Intervalo para almoço;
14.45 – 16.15: Exercício “Distâncias no Universo” (Cefeidas);
16.15 – 16.30: Intervalo para café;
16.30 – 18.0:0 Exercício “A vida das estrelas e os seus espectros” (SpectraJ).
Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
10.00 – 11.30: Exercício “A massa de uma galáxia”;
11.30 – 11.45: Intervalo para café;
11.45 – 13.15: Exercício “Detecção de planetas extra-solares”;
13.15 – 14.45: Intervalo para almoço;
14.45 – 16.15: Exercício “Os braços espirais da nossa galáxia”;
16.15 – 16.30: Intervalo para café;
16.30 – 17.30: Projectos: supernovas e descoberta de asteróides
17.30 – 18.00: Propostas de projectos de investigação científica nas Escolas;
18.00 – 18.15: Encerramento.
01 fevereiro, 2008
El-Rei D. Carlos e Príncipe D. Luís - 100 anos...

Cem anos após a ignomínia, a dor ainda perdura no coração de muitos portugueses! Recordemos a data apenas com um poema:
HOMENS
“Somos apenas pó e trevas”.
Horácio
À superfície deste corpo vegetamos
e escrevemos da nossa mágoa
litros de lágrimas de sangue
com penas leves de sombra
temas sólidos que nos aprofundam
os olhos incolores
o sabor impuro
que nos desce à boca
é o rasto
do pensamento
mas somos reis a rasgar as vestes
se a Mensagem que acolhemos nos sitia
entre muralhas de silêncio
e os cardos do nosso orgulho
sufocam a boa semente
que nos lança Deus ao coração.
O Telescópio Espacial Hubble foi lançado para o espaço há 22 anos
O Telescópio Espacial Hubble é um satélite que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha . Foi lançado pela agên...
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O Telescópio Espacial Hubble é um satélite que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha . Foi lançado pela agên...
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Uma das decisões que deverá ser tomada na primeira Sessão da Acção será a cooptação do Cronograma definitivo da Acção, os locais a visitar d...
